page view

Duo assalta loja à mão armada

O dia de sábado estava a ser calmo. Clientes entravam e saíam depois de terem feito compras no Extra Carnes, da Avenida D. João II, em Setúbal. A porta da loja estava quase a fechar – eram, quase 20h00, quando, subitamente, os oito funcionários da loja, gerente e três clientes são confrontados com dois assaltantes de armas de fogo em riste. "Isto é um assalto. Ninguém sai daqui", gritaram com sotaque brasileiro.

12 de agosto de 2008 às 00:30

Os dois ladrões, com idades entre os 20 e os 30 anos, barraram a saída e entrada da loja – duas portas separadas por cerca de dois metros de passeio –, exigindo que todas as pessoas no interior da loja ficassem quietas e calmas.

O homem de caçadeira de canos serrados na mão, ameaçou o gerente, Victor Jesus, e obrigou-o a descer ao escritório situado na cave, de modo a que este lhe entregasse o dinheiro todo. Enquanto isso, o outro assaltante retirou o dinheiro que estava na caixa registadora. "Eram quase oito horas quando chegaram aqui dois sujeitos armados. Eu nem os vi bem, com os nervos ceguei logo", lembra Victor Jesus ao CM.

Segundo fonte policial, um dos ladrões tinha a cara tapada com um lenço e o outro colocou uns óculos escuros e um capuz de modo a esconder a identidade. A Polícia Judiciária de Setúbal – que esteve no local do crime, na manhã de domingo, a interrogar os funcionários e a recolher vestígios – vai analisar as imagens recolhidas pelo sistema de video-vigilância, de maneira a tentar chegar à identificação dos assaltantes.

Depois de consumarem o assalto, os dois homens trancaram as 12 pessoas no escritório e fugiram. "Um deles obrigou todos a descerem ao escritório, em fila indiana", conta o gerente. As vítimas só saíram do compartimento depois de arrombarem a porta.

PORMENORES

Vítimas sem telefone

Um dos suspeitos recolheu os telemóveis dos oito funcionários e três clientes que estavam na loja, impedindo que contactassem com o exterior para pedir ajuda.

Fios arrancados

Segundo Victor Jesus, um dos assaltantes exigiu a uma das vítimas que arrancasse os fios do telefone fixo que estava no escritório. Assim tinham tempo para fugir sem a polícia lhes seguir o rasto.

Fechados à chave

Depois de roubarem o dinheiro da loja, os assaltantes trancaram as vítimas no escritório e levaram a chave. Ninguém sabe que meio usaram na fuga.

Portas abertas

As portas do talho estiveram sempre abertas enquanto decorria o assalto, que fez um prejuízo de centenas de euros.

Apoio psicológico

O gerente do talho está a receber apoio psicológico devido ao choque do assalto.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8