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Emoção no regresso do Líbano

Lágrimas e muita emoção marcaram o regresso dos últimos oito portugueses do Líbano. Na bagagem trouxeram a esperança de regressar um dia.

25 de julho de 2006 às 00:53

Enquanto o voo da TAP, proveniente de Paris (França), não aterrava, o que aconteceu pelas 20h55, Luís Libório não escondia a ansiedade de abraçar o irmão, Guilherme Teixeira, que deixou para trás uma vida construída, nos últimos onze anos, em Beirute.

“Estou muito nervoso. Não sei como vou encontrar o meu irmão. Tentei ligar-lhe muitas vezes, mas não consegui falar com ele. As comunicações estavam muito difíceis”, diz Libório ao CM.

O abraço forte veio a acontecer pelas 21h40, quando Guilherme Teixeira surgiu à porta das chegadas do Aeroporto da Portela (Lisboa) ladeado pela mulher, Yola Mouawad, e pelos filhos Isaías, seis anos, e Pedro, 16 meses, a dormir num carrinho de bebé.

Guilherme Teixeira conta que “esteve muito mal e foi muito difícil sair do Líbano. Esperei sempre que a situação melhorasse, mas isso não aconteceu. Tive de tomar a decisão de partir na sexta-feira, custou-me deixar o país, mas teve de ser, pelos meus filhos, por recear pela vida deles”.

Este funcionário de uma fábrica de vidros admite regressar um dia a Beirute. “Não tenciono fazer vida em Portugal. Penso voltar um dia. Para já não quero pensar nos últimos dias. Foram terríveis.”

Neste regresso incluíram-se duas mulheres e duas crianças, de 14 e dez anos.

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