Adolfo Maia e a mulher dormiam, pelas 02h30 de sábado, quando dois ladrões entraram na vivenda pela janela da casa de banho. O objectivo era chegar ao dinheiro da semana de trabalho na Maialmargem, que estaria no cofre do escritório de casa do empresário, mas fizeram barulho. A mulher acordou e reagiram logo à facada – atacando o casal ainda na cama e às escuras, em Cheleiros, Mafra. <br/>
A dupla de assaltantes, de facas em punho, foi surpreendida pela reacção da mulher ao barulho – na divisão mesmo ao lado do escritório. 'O quarto estava escuro e eles desataram logo à facada. Por sorte eles só me acertaram nas pernas', recorda ao CM Adolfo Maia, 50 anos, fundador da empresa Maialmargem, sediada em Montelavar.
Decidido a defender a mulher e o filho de 20 anos, que estava sozinho a dormir no primeiro andar e acordou com os gritos da mãe, Adolfo Maia ainda reagiu 'a soco e pontapé' mas foi rapidamente travado pelos dois assaltantes encapuzados, que o deixaram prostrado no chão da sala – a esvair-se em sangue e sem se conseguir mexer. Depois das facadas foi ainda espancado com murros e pontapés.
'Eles vinham claramente à procura de dinheiro, porque sabem que eu faço sempre os pagamentos aos empregados em dinheiro, mas nunca o trago para casa. Se eu não os tentasse parar acredito que tinham assassinado a minha família toda', continua o empresário.
Completamente apavoradas e nas mãos dos assaltantes 'durante mais de 20 minutos', as três pessoas gritaram para alertar os vizinhos, mas ninguém os socorreu.
Sem o objectivo cumprido, os dois ladrões decidiram sair da vivenda das vítimas, conseguindo apenas levar telemóveis e um relógio que estavam em cima de uma mesa. Para trás deixaram um rasto de destruição, com portas partidas e sangue no chão. Adolfo Maia foi assistido no local por uma equipa do INEM, mas face aos ferimentos causados teve de ser transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O caso está entregue à secção de roubos da Judiciária.
'O OBJECTIVO DELES ERA DAR CABO DE MIM'
A porta do quarto do casal ficou completamente destruída com a força das pancadas, resultantes da luta entre vítima e ladrões. 'O objectivo de certeza que era dar cabo de mim, mas eu não podia deixar que destruíssem a minha família', conta, emocionado, Adolfo Maia. Agora, a família só quer esquecer o sucedido e retomar a vida normal. A vítima está bastante debilitada e ainda não regressou ao trabalho. Tem dores em todo o corpo e ainda tem de deslocar-se ao hospital, para continuar com os tratamentos, devido à gravidade das lesões provocadas pelas facadas, murros e pontapés durante o ataque.
'ENGANARAM O NOSSO CÃO PARA NOS ATACAREM'
Adolfo Maia acredita que já andava a ser vigiado e controlado pelos dois ladrões e que a madrugada de sábado não foi escolhida ao acaso. 'Já na quinta-feira, quando vim da empresa, apercebi-me que estava um carro estacionado junto à minha casa e que o cão ladrava muito. Não me importei porque jamais imaginei que uma coisa destas pudesse acontecer, com tanta violência', explica a vítima. Certo é que na noite de sexta-feira, o homem de 50 anos viu que o cão não estava no lugar e que junto à comida do animal estava um pedaço de pão. 'De certeza que foi para distrair o cão e para terem o caminho livre para entrarem em casa', continua. Agora, o casal que ainda está assustado com o ataque, já decidiu equipar a casa com sistema de alarme e câmaras de videovigilância, adianta ao CM a mulher de Adolfo Maia.
PORMENORES
LADRÃO FICA SEM CAPUZ
Na sequência da resistência física dos donos da casa, um dos dois assaltantes violentos ficou sem o capuz na cabeça. Vítimas não o reconheceram.
'CHÃO CHEIO DE SANGUE'
A família Maia só ontem teve coragem de regressar a casa, depois do assalto. 'O chão da sala ainda estava cheio de sangue. Foi horrível', diz ao CM Adolfo Maia.
LADRÕES A MONTE
Ao que o CM apurou, junto das autoridades, ontem os dois assaltantes ainda não tinham sido apanhados até à hora de fecho desta edição.
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