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Empresário português assassinado

O irmão do conhecido pianista Adriano Jordão foi assassinado a tiro, há duas semanas, numa cabana da Praia do Sul, em Ilhéus, a 465 Km de São Salvador da Baía. A Polícia ainda não fez detenções, mas suspeita que Manuel Jordão, um empresário de 44 anos, foi morto por encomenda.

02 de novembro de 2006 às 00:00

A Polícia da Baía não afasta a hipótese de um crime passional, mas a responsável pela investigação disse ao Correio da Manhã que Manuel Jordão pode ter sido assassinado na sequência de um ajuste de contas. “Antes de ele arrendar a ‘Cabana Renascer’, aquele espaço era local de tráfico de droga”, disse a delegada Lorena Dias.

No último dia 21, Manuel Jordão fazia a barba, num dos quartos da sua propriedade, quando um homem encapuzado arrombou a porta e disparou três tiros à queima-roupa. A vítima teve morte imediata.

As únicas testemunhas do crime foram a companheira Valdete Silva, uma brasileira de 45 anos, e o sobrinho dela, de 20. Segundo apurou o CM, os dois foram levados à delegacia e Valdete Silva terá prestado declarações contraditórias.

No início deste ano, Manuel Jordão viajou até ao Brasil para visitar o irmão Adriano Jordão, pianista e actual director do Instituto Camões, em Brasília. Encantado com o país, decidiu fazer vida por lá. Ia abrir um restaurante. No início do Verão, Manuel escolheu o Nordeste brasileiro e arrendou um espaço em Ilhéus onde iria trabalhar com Valdete, que entretanto conhecera.

Depois de se estabelecer no Brasil, a ex-mulher Lúcia e os dois filhos de 14 e 17 anos deixaram Portugal rumo à Baia para estarem perto de Manuel. Quando foi informada do crime, Lúcia mudou-se para Brasília. Já foi notificada para prestar declarações na delegacia local.

A filha de Adriano Jordão descreveu o tio ao CM como um homem “muito sensível e simpático”. “Falei com ele no dia 15, no meu aniversário. Estava muito feliz e entusiasmado com a abertura do restaurante-bar. O Manuel sempre cozinhou muito bem. Estava feliz, porque ia finalmente concretizar o seu sonho”, disse Inês Jordão ao CM.

A família de Manuel ainda não conhecia Valdete Silva, a companheira. Desde o homicídio do empresário a brasileira ainda não contactou com a família da vítima.

BANCÁRIO

Manuel Eduardo Santiago Nogueira Jordão reformou-se da Caixa Geral de Depósitos aos 37 anos e abriu uma empresa de organização de eventos. Este ano decidiu mudar a vida para o Brasil onde ia, finalmente, realizar um sonho antigo.

RESTAURANTE

A família de Manuel coloca a hipótese de ele ter sido assassinado por alguém contra a abertura do restaurante-bar – que ia ser inaugurado naquele fim-de-semana. Podia dar-se o caso de alguém querer a concessão do espaço e não ter conseguido.

FILHOS

Os dois filhos e a ex-mulher de Manuel ainda comemoraram o seu aniversário juntos, oito dias antes de ele morrer. Chocados com o crime, os três viajaram até Brasília. Manuel foi enterrado na última segunda-feira na Quinta do Conde, em Sesimbra.

VANESSA SEQUEIRA FOI VIOLADA

A portuguesa Vanessa Sequeira assassinada em Setembro no Estado do Acre, no Brasil, foi violada ainda em vida, revelou a autópsia feita ao cadáver da investigadora, confirmando, assim, as provas já recolhidas pela Polícia local.

A investigadora estava em Sena Madureira a fazer uma investigação para a sua tese de doutoramento, quando foi violada e depois assassinada com diversos golpes na cabeça. O principal suspeito, Raimundo Nonato, um trabalhador rural, está preso desde então a aguardar julgamento, que terá inicio em 2007 no Tribunal do Acre.

As autoridades dão assim como concluídas as investigações, embora uma segunda autópsia esteja ainda a decorrer numa das principais instituições criminais do Brasil, para que nenhuma dúvida fique acerca da morte da investigadora. Vanessa Sequeira estava sozinha a tomar banho num riacho, em Sena Madureira, quando foi vista por Raimundo Nonato. Segundo as investigações policiais, Nonato aproximou-se da investigadora, violou-a e depois matou-a com diversos golpes na cabeça. Em seguida arrastou o corpo por mais de 300 metros para o interior de uma floresta na tentativa de ocultar o cadáver.

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