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ESCOLAS ESTÃO À VENDA

A Câmara Municipal de Castanheira de Pêra efectuou ontem a venda em hasta pública de uma antiga escola primária e ficou com mais duas para negociar por ausência de propostas de compra.

07 de novembro de 2003 às 00:00

O edifício arrematado situa-se na aldeia da Pêra, foi comprado por 80.510 euros por um emigrante de New Jersey, Estados Unidos da América, e deverá ser reconvertido “em habitação”, segundo Amadeu Joaquim, representante do comprador.

Os outros imóveis localizam-se em Sarzedas de S. Pedro e Gestosa Cimeira, têm áreas aproximadas de mil metros quadrados e bases de licitação entre os 75 mil e os 95 mil euros.

De acordo com o vice-presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra, Fernando Lopes, a ideia de colocar estes edifícios à venda visa evitar a sua degradação e realizar capital para amortizar os custos de construção da nova escola para o primeiro ciclo do ensino básico.

Projectada para a sede do concelho, a infra-estrutura, aprovada pela Direcção Regional de Educação do Centro, vai custar “perto de um milhão de euros”.

Além de proporcionar melhores condições de aprendizagem aos 150 alunos do município, através de salas para informática, leitura e ocupação de tempos livres, o estabelecimento permitirá desenvolver “um processo contínuo de socialização”, adiantou Fernando Lopes.

Neste momento, as crianças do concelho frequentam o ensino pré-primário na vila de Castanheira de Pêra e são obrigadas a regressar às aldeias de origem para cumprir o primeiro ciclo do ensino básico. Mais tarde, quando passam para o segundo ciclo, têm de voltar à sede do concelho, apresentando, por vezes, “graves problemas de integração”, referiu o autarca.

Como a área do concelho “não é muito grande e a rede de transportes é boa”, Fernando Lopes encara a centralização do ensino básico como o melhor caminho a seguir, para evitar retrocessos na sociabilização dos estudantes.

ALUNOS DEIXAM AS ALDEIAS

A diminuição de alunos nas escolas do primeiro ciclo do ensino básico de Castanheira de Pêra, registada nos últimos dez anos, vai levar a autarquia a colocar mais imóveis à venda. De acordo com o vice-presidente da edilidade, Fernando Lopes, o concelho tinha oito escolas activas, mas três (as que foram ontem apresentadas em hasta pública) encerraram este ano. Se o decréscimo de estudantes se mantiver, o mais certo é fecharem também as escolas da Moita, Coentral e Troviscal.

Estes estabelecimentos, no presente ano lectivo, estão a funcionar com turmas entre os sete e os onze alunos. Por isso, “a tendência é para encerrar”, afirma Fernando Lopes.

Quando fecharem, os edifícios terão o mesmo destino dos outros. Serão colocados à venda. Para o autarca, o ideal é que os imóveis sejam comprados por particulares e transformados “em habitação, mantendo a traça actual”. No caso dos dois estabelecimentos que ontem ficaram sem propostas de arrematação, o executivo camarário vai analisar a ausência de intenções de compra e decidir o destino a dar aos edifícios, podendo vir a vendê-los por ajuste directo.

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