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Esconde-se em hotel após matar a mãe

Homem de 40 anos esfaqueia a progenitora porque esta não lhe deu dinheiro.

25 de janeiro de 2018 às 01:30

Depois de ter matado a mãe de 75 anos à facada, a 14 de dezembro do ano passado, por esta se ter recusado a dar-lhe dinheiro, um homem de 40 anos viveu com o cadáver até final do mesmo mês no apartamento onde ambos residiam, em Paço de Arcos, Oeiras. O homicida abandonou a casa e o cadáver em decomposição foi descoberto a 11 de janeiro. A PJ assumiu a investigação e deteve o homicida na terça-feira à tarde. Estava escondido num hotel em Cascais.

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Mulher encontrada morta em casa

Sem ocupação profissional, o homem vivia com a mãe, à custa da reforma e rendimentos adquiridos da mesma. Nunca houve qualquer queixa registada de agressões por parte da idosa. No dia do crime, 14 de dezembro, e ao que o CM apurou, o homicida não terá concordado com a recusa da mãe em dar-lhe mais dinheiro. Após uma breve discussão, foi à cozinha buscar uma faca e golpeou a mãe diversas vezes, até a matar.

O cadáver da vítima ficou num quarto do apartamento. O homicida recusou sempre dar informações aos vizinhos sobre o paradeiro da mãe, quando estes estranharam a ausência. O forte cheiro da decomposição levou à chamada da PSP, que arrombou a porta no dia 11 deste mês, encontrando o corpo.

As fortes suspeitas de crime, que entretanto surgiram, levaram à chamada da secção de homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa. A autópsia ao cadáver atestou a morte violenta causada por golpes de faca.

Os investigadores viriam a encontrar o homicida escondido num hotel de Cascais. Arrisca a pena máxima de 25 anos por homicídio qualificado.

PORMENORES 

Sem ser vista

Durante quase um mês, entre 14 de dezembro e 11 de janeiro, a idosa de 75 anos esteve sem ser vista pelos vizinhos. A mulher costumava sair com frequência à rua e a ausência gerou desconfiança.

Decomposição

O forte cheiro gerado pela decomposição do cadáver da vítima invadiu o prédio onde residia a idosa, e o filho homicida, a ponto de se tornar insuportável. A PSP foi chamada a 11 de janeiro.

Arma do crime

A arma do crime, uma faca de cozinha ensanguentada, foi recuperada pelos inspetores da PJ de Lisboa no dia em que o cadáver foi descoberto e em que se procedeu à recolha de vestígios na casa.

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