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Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Escuteiros em mudança

Carlos Alberto Pereira, de 55 anos, foi ontem aplaudido por mais de uma centena de escuteiros que marcaram presença na cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos nacionais do Corpo Nacional de Escutas. O professor de Francês-Português, residente em Braga, é o chefe nacional do CNE para os próximos três anos, cuja missão terá como objectivo renovar a linguagem e as actividades que são realizadas com as crianças e jovens.

06 de janeiro de 2008 às 00:00

“A ideia é criar umas fichas de animação que servirão de receita ou modelo a ser aplicado nas 20 dioceses existentes no País, no trabalho feito com os jovens”, explicou ao CM, acrescentando: “É importante que os jovens sintam que a animação feita nos vários encontros tem um propósito, que os leva a algum lado. Uma das normas dos escuteiros sempre foi a defesa do ambiente e de todas as espécies que nele habitam. A sociedade evolui e os tempos são outros. Perante os desafios que a Humanidade enfrenta, a questão ambiental foi aprofundada”.

Em 1967, Carlos Alberto Pereira, ainda menino, teve o seu acto formal de entrada nos escuteiros. Aos 20 anos fez a promessa para dirigente, ocupando o posto de chefe de unidade. “Desde então, ocupei todos os cargos dentro da estrutura dos escuteiros. Como costumo dizer, fui colocado onde sempre acharam que iria fazer falta”, contou, orgulhoso, o novo líder do Corpo Nacional de Escutas, que, em 1985, fez parte da direcção, sendo secretário Nacional Pedagógico. Curiosamente, nessa altura, esteve envolvido no processo de revisão das propostas educativas.

No total existe cerca de 70 mil escuteiros, dos quais 9400 são adultos. Sendo a maioria jovens e crianças, fazê-los abraçar o escutismo religioso representa, muitas vezes, um desafio.

“Existem dois tipos de movimentos escutas: os confessionais e os abertos. Apesar de termos uma forte ligação com a igreja católica, não pretendemos que as nossas actividades sejam uma extensão do catecismo, mas que, através das acções que os jovens praticam, eles percebem e compreendem o caminho de Deus. É descobrir na natureza a obra bela de Deus”, concluiu.

Carlos Alberto Pereira tem quase 50 anos dedicados aos escuteiros. Professor de profissão, o novo líder nacional percorreu todos os cargos na estrutura dos escutas e, agora, propõe-se a renovar a linguagem usada e as actividades que são feitas nos encontros com as crianças e jovens de todo o País.

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