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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Espancadas por ladrões

Uma sexagenária e a sobrinha ficaram sem 600 euros, telemóveis e documentos. As duas mulheres foram assaltadas e violentamente agredidas por três rapazes, no passado domingo, a poucos metros do interface de transportes de Viana do Castelo.

12 de dezembro de 2007 às 00:00

“Atiraram-nos para o chão e começaram a gritar que matavam a minha tia, se ela não desse o saco”, contou ao CM Anabela Teixeira, de 49 anos, ainda em estado de choque.

As vítimas que tinham acabado de chegar de Lisboa ainda hesitaram em entregar o dinheiro e foram espancadas e ameaçadas de morte pelos jovens.

Anabela regressava de viagem com a tia, de 65 anos, e por falta de táxis no local, resolveram fazer o percurso para casa a pé.

Mal começaram a caminhada, perto do campo de futebol da cidade, as duas mulheres foram interpeladas pelos assaltantes que saíram de forma brusca de um carro. De imediato, os rapazes exigiram o dinheiro às mulheres.

As duas vítimas mostraram inicialmente alguma resistência e os ladrões passaram rapidamente para a agressão. “Atacaram-nos sem dó nem piedade, chamaram-nos de tudo o que lhes veio à cabeça. Deram-nos pontapés e um deles, quando me viu, ainda hesitou e ficou espantado. Tive a impressão de que me reconheceu, mas mesmo assim não foi o suficiente para se conter”, protestou Anabela.

Quando conseguiram apoderar-se do dinheiro, os assaltantes fugiram e reentraram no carro em que tinham chegado, o qual se mantinha à espera, com um outro elemento ao volante.

vítimas no hospital

As duas vítimas tiveram de receber tratamento no Hospital Privado de Viana do Castelo, apresentando vários hematomas. “Puseram-me a perna negra e toda inchada e a minha tia está com dores nas costelas e na zona do peito. Ainda para mais ela tem cancro da mama”, adiantou Anabela Teixeira.

Os assaltantes acabaram por conseguir levar cerca de 600 euros em dinheiro, três telemóveis avaliados em 350 euros e ainda uma máquina fotográfica digital, no valor de 300 euros. Como se não bastasse todo o prejuízo, levaram ainda todos os documentos que ambas possuíam.

CHOCADA COM VIOLÊNCIA DO ASSALTO

A vítima do assalto ficou surpresa com a violência do assalto. Anabela Teixeira é cantoneira de limpeza em Viana do Castelo e afirma que nunca imaginou que houvesse este tipo de violência numa cidade tão pacata. Está chocada com a brutalidade com que foi tratada.

“Não se admite que não haja táxis à porta do interface quando acaba de chegar um autocarro. Se lá estivessem nada disto tinha acontecido”, sustenta.

Este caso ocorre poucos meses depois do duplo assalto à mão armada a duas ourivesarias, no centro de Viana do Castelo, com um dos assaltantes morto a tiro pela polícia, na véspera de uma cimeira internacional.

A capital do Alto Minho tem sido palco nestes últimos meses de vários roubos, o que não era habitual na cidade.

A população está alarmada e as pessoas evitam andar sozinhas. Uma fonte policial afirmou ironicamente que a melhoria das estradas permitiu grande mobilidade aos ladrões.

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