page view

Estado de alerta deve manter-se na próxima semana, diz ministro da Administração Interna

Luís Neves lembrou que foi pedida a ativação do mecanismo europeu e disse que falou também com Marrocos para ajudar.

04 de julho de 2026 às 20:31

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse este sábado que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido na próxima semana, já os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.

"A próxima semana vai ser outra vez um período muito grave. Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta se as condições [de calor] se mantiverem", afirmou Luís Neves na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.

Segundo adiantou, os meios estão a ser distribuídos por todo o país para que se consiga "no primeiro momento, um ataque inicial".

"Todo o esforço que está a ser alocado é sobretudo no ataque mais próximo e rápido da primeira intervenção", explicou, adiantando que "cerca de 94 a 95% dos incêndios têm sido extintos nos primeiros momentos".

Luís Neves lembrou que foi pedida a ativação do mecanismo europeu e disse que falou também com Marrocos para ajudar.

"Falei há uma hora com o meu homólogo de Marrocos e estou à espera de uma resposta em breve", afirmou.

O ministro da Administração Interna aproveitou a intervenção no 'briefing' da Proteção Civil para elogiar as autoridades que combatem os incêndios no terreno - bombeiros, agendes da proteção civil, comandos regionais e presidentes de câmara -, sublinhando o "grande entrosamento" que presenciou na sexta-feira à noite.

"Estive nos comandos de Águeda, Vouzela e Sever do Vouga ontem [sexta-feira] e muito próximo dos locais da frente", disse, admitindo ter ficado "agradavelmente agradado" com o companheirismo das equipas.

"Vi as temperaturas que estavam por volta da 01h00, 02h00, os índices de humidade, que eram praticamente inexistentes, os ventos fortes. São condições muito adversas que eu pude testemunhar", avançou, defendendo a necessidade de reforçar o investimento em meios aéreos para combate aos incêndios.

"Esse investimento já está a ser feito mas é naturalmente evolutivo. Temos sempre que repensar", afirmou.

O ministro lembrou que os próximos dias serão de "grande pressão", sobretudo com deslocalização da onda de calor para o para o Alentejo e para o sul do país, reconhecendo que ainda se está "no início de um combate firme que vai durar meses".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8