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'Estripador de Lisboa' acusado de homicídio

O alegado ‘Estripador de Lisboa’, José Guedes, foi acusado de homicídio qualificado de uma jovem em Esgueira, Aveiro, em Janeiro de 2000 e ainda de um crime de fogo posto, por ter incendiado a habitação de um vizinho, em 2006, depois de um jogo de futebol.<br/>

23 de maio de 2012 às 13:32

Ao que o CM apurou, o alegado homicida, que afirmou publicamente ser o ‘Estripador de Lisboa’ e posteriormente o negou, foi notificado esta terça-feira, tendo a sua advogada sido notificada esta quarta-feira.

No despacho de acusação, a que o CM teve acesso, pode ler-se que José Guedes queria manter relações sexuais pagas com a jovem, entre os dias 13 e 16 de Janeiro de 2000. Abordou-a, levou-a para uma casa que se encontrava em construção e foi aí que lhe desferiu inúmeros golpes na cabeça e lhe apertou o pescoço até à morte.

De seguida, abandonou o cadáver da prostituta na casa, sem roupa da cintura para baixo, com os braços estendidos, como se estivesse crucificada.

Quando foi entrevistado pelo jornal 'Sol', em Dezembro de 2011, José Guedes sabia vários pormenores sobre este crime, que nunca antes haviam sido divulgados.

Na altura do crime, o homem não foi o primeiro suspeito do caso: a PJ deteve outro homem, que foi libertado depois de terem sido realizados exames ao seu ADN, que não correspondiam aos elementos encontrados no local.

A segunda acusação que lhe foi deduzida pelo Ministério Público diz respeito a um crime de fogo posto. Em 2006, Guedes terá incendiado a casa de um vizinho, depois de a selecção portuguesa de futebol ter perdido um jogo com a França.

Ao homem, descrito como tendo perturbações de personalidade anti-social e com tendências homicidas – com capacidade para planear e executar friamente actos violentos contra terceiros - foram apreendidas, durante a investigação, um conjunto de facas, que Guedes tinha guardado num móvel da sala, assim como vários documentos.

O Ministério Público deixou em aberto os casos dos três homicídios do alegado ‘Estripador de Lisboa’, que ocorreram no início dos anos 90 e já prescreveram.

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