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ESTUDO DEIXA DENTISTAS ALARMADOS

A proibição da venda de comprimidos e gotas com flúor na Bélgica, por alegadamente provocar a osteoporose, foi recebida pelos dentistas portugueses com apreensão, sendo a iniciativa encarada como, no mínimo, passível de "efeitos catastróficos".

31 de julho de 2002 às 21:57

O anúncio do ministério da Saúde belga foi feito terça-feira e, segundo a titular da pasta da Saúde daquele país, teve por base estudos científicos que terão encontrado uma relação entre a toma de flúor e a osteoporose.

Sem especificar a dimensão do estudo, o ministério belga decidiu retirar do mercado os produtos de flúor comercializados na forma de comprimidos e gotas.

Sobre a matéria, a agência Lusa contactou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, para quem esta medida "não pode ter qualquer base científica".

O bastonário alerta para os resultados "catastróficos" que uma medida como esta poderia ter a nível da saúde oral dos cidadãos, já que "o flúor é seguramente a melhor forma de prevenir as cáries".

"Seria uma bomba", afirma Orlando Monteiro da Silva. Sobre os suplementos de flúor em comprimidos e gotas, o bastonário frisou que este só pode ter efeitos negativos se for tomado indevidamente.

"Tem de existir um controlo e uma certa cautela na administração destes produtos que, por isso, são receitados por médicos dentistas ou por pediatras", neste último caso quando são prescritos às crianças.

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