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Falta de exames adia julgamento em Ovar

A defesa de Luís Brito, o jovem de 19 anos que regou a namorada com gasolina e lhe deitou fogo, quer dar o arguido como inimputável, por alegados problemas do foro psiquiátrico.

16 de fevereiro de 2006 às 00:00

Por causa dos exames médicos pedidos, o julgamento no Tribunal de Ovar voltou ontem a ser adiado, pela segunda vez em menos de um mês.

De acordo com Rui Guedes, advogado do arguido, que enfrenta a acusação de homicídio qualificado sob a forma tentada, “o tribunal já sabia que não seria possível iniciar o julgamento sem o relatório médico”. Questionado sobre se pretende pedir a inimputabilidade de Luís Brito, o advogado foi lacónico: “Tirem as vossas conclusões.”

Com ou sem julgamento, uma multidão de pessoas concentrou-se à porta do Tribunal. Os populares queriam ver o arguido, aproximaram-se de tal maneira do carro celular, que os elementos dos Serviços Prisionais e da Polícia, optaram por manter o arguido na viatura. Assim que foi confirmado o adiamento e o carro saiu, os populares abandonaram o local.

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