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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Famílias das vítimas do massacre no Centro Ismaili em choque com repetição do julgamento

Abdul Bashir foi condenado a pena máxima, mas julgamento vai agora ser repetido.

12 de fevereiro de 2026 às 20:25

Os familiares de Mariana e Farana, assassinadas em 2023, no Centro Ismaili, em Lisboa, não se conformam com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que mandou repetir o julgamento em que Abdul Bashir foi condenado a 25 anos de cadeia, a pena máxima.

Os juízes entendem que houve nulidade no facto de o afegão não ter sido informado pelo tribunal de primeira instância que estava a ser julgado como imputável. Recorde-se que Abdul estava internado antes de ser condenado à pena máxima. Está agora na cadeia de Vale de Judeus.

O Ministério Público, tal como o CM já tinha noticiado, insistiu sempre na tese da inimputabilidade e exigia uma medida de internamento nunca inferior a três anos. As famílias, por sua vez, concordavam com a pena de 25 anos.

O caso chocou o país em 2023. Abdul Bashir foi acolhido no nosso país como refugiado dois anos antes de ter assassinado duas mulheres a sangue frio. Mariana, uma jovem com pouco mais de 20 anos, foi atingida com mais de 40 facadas.

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