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Eduardo Silva admite que "nunca quis dominar o mundo da noite"

Principal arguido do processo foi ouvido em tribunal.

16 de fevereiro de 2017 às 10:45

O sócio-gerente da SPDE, Eduardo Silva, afirmou esta quinta-feira em tribunal, durante o julgamento da "Operação Fénix", que a empresa "não tem alvará de proteção pessoal".

"No nosso efetivo, tínhamos muitos elementos com credenciação para proteção pessoal, mas a SPDE não estava habilitada para o efeito", referiu.

O arguido respondeu a questões relacionadas com a formação da empresa e a sua forma de atuação. Respondeu também já a algumas questões sobre os dois contratos celebrados com o FC Porto, sendo que só por um deles a empresa recebia 12.500 euros por mês.

"Nunca quis dominar esse mundo da noite. Aliás a certa altura quis colocar um pouco isso de lado devido à conotação negativa" explicou Eduardo.

Eduardo Silva é o principal arguido da "Operação Fénix", estando acusado de 17 crimes de exercício ilícito de atividade de segurança privada, além de associação criminosa, favorecimento pessoal e detenção de arma proibida.

A lista de arguidos integra a empresa SPDE - Segurança Privada e Vigilância em Eventos, acusada de um crime de associação criminosa e outro de exercício ilícito de atividade de segurança privada.

Para a acusação, ficou indiciado que este grupo se dedicava às chamadas "cobranças difíceis", exigindo, através da violência física e/ou de ameaças, o pagamento de alegadas dívidas.

O presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, e o ex-administrador da SAD portista, Antero Henrique, são igualmente arguidos no processo, por alegadamente terem contratado serviços de acompanhamento e proteção pessoal à SPDE quando saberiam que a empresa não dispunha de alvará para o efeito.

Hoje, confrontado com uma alegada minuta de contrato entre o FCP e a SPDE para assegurar aqueles serviços, Eduardo Silva disse que o documento "não foi enviado da SPDE".

"Sou alheio a esse documento", sublinhou.

A "Operação Fénix" é um processo relacionado com a utilização ilegal de seguranças privados.

Os 54 arguidos respondem por crimes de associação criminosa, exercício ilícito da atividade de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física qualificada, ofensas à integridade física agravadas pelo resultado morte, tráfico, posse de arma proibida e favorecimento pessoal.

Acusação de Eduardo Silva na Operação Fénix "não tem fundamento"

"Vou defender os crimes um a um. O julgamento ainda está no início, mas nenhum dos depoimentos ontem prestados prejudicou o meu cliente", disse Artur Marques, advogado de Eduardo Silva, à entrada para o julgamneto.

Já no interior do quartel, o advogado do principal arguido da "Operação Fénix" afirmou que a acusação "não tem fundamento" e sublinhou que vai tentar provar a inocência de todos os crimes que são imputados a Eduardo Silva.

 "A acusação não tem fundamento, não corresponde à verdade", referiu Artur Marques, acrescentando que também sempre discordou da prisão preventiva aplicada a Eduardo Silva como medida de coação.

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