O mau tempo que ontem assolou o País provocou, pelos menos, dois feridos ligeiros, cinco desalojados, 239 inundações, 66 quedas de árvores e o corte de várias estradas em sete distritos. Os dados referem-se às ocorrências registadas pelo Serviço Nacional de Protecção Civil até às 20h35.
As situações mais graves ocorreram em Camarate e na zona de Sacavém, onde o vento arrancou os telhados de algumas habitações e provocou ferimentos em duas pessoas.
Houve desalojados no distrito de Lisboa e no de Faro, onde, em Albufeira, três pessoas ficaram sem casa devido à queda parcial do telhado.
As maiores chuvadas regisram-se, porém, em Lisboa, com 17,8 litros por metro quadrado, entre as 15h00 e as 16h00.
O dia de temporal atingiu, no entanto, todo o continente, pelo que 16 dos 18 distritos estiveram em alerta amarelo, o segundo mais grave numa escala de quatro. O mau tempo deverá manter-se até ao final da manhã de hoje.
As fortes chuvadas foram responsáveis por 217 inundações na Grande Lisboa. Segundo fonte do Regimento Sapadores de Bombeiros, na hora de maior intensidade da chuva receberam 90 chamadas de pedidos de auxílio. Registaram ainda a queda de quatro árvores, tendo uma delas destruído um automóvel em Benfica. Ao longo do dia, várias estradas estiveram cortadas ao trânsito.
O mau tempo obrigou ao realojamento de uma família residente na Rua da Praia de Pedrouços, em Algés. Também em Camarate (Loures), uma habitação precária ficou sem telhado, o que provocou um ferido ligeiro e dois desalojados.
A forte agitação marítima levou a que um barco de turismo encalhasse junto ao Instituto de Socorros a Náufragos, em Paço d’Arcos, e perto do Casino Estoril seis árvores foram derrubadas pelo vento, danificando uma viatura.
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil alerta as populações para medidas de autoprotecção, como desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e cuidados redobrados a conduzir.
A precipitação verificada ontem resultou da passagem de um sistema frontal de forte actividade. Para hoje à tarde, o Instituto de Meteorologia prevê uma melhoria do tempo, com a chuva forte a dar lugar a aguaceiros, em geral fracos. A temperatura deverá descer e o vento enfraquecerá gradualmente.
NEVE PARA HOJE
As previsões apontam para a possibilidade de ocorrência de neve acima dos 1500 metros de altitude, na noite de hoje. A ocorrência da primeira queda de neve deste Outono resulta da conjugação da possibilidade de aguaceiros com a baixa de temperaturas que, na Serra da Estrela, deverá atingir a mínima de 1º, Guarda 2º e Bragança 2º.
CASTELO DE BODE À BEIRA DO LIMITE
A forte precipitação registada na Região Centro obrigou ontem à realização de descargas controladas na Barragem de Castelo de Bode, cuja capacidade atinge o limite.
O temporal contou ainda com a ocorrência de rajadas de vento na ordem dos 90 km/h. A agitação marítima provocada pelo vento resultou em vagas de quatro metros. No porto de Setúbal, o temporal foi fortemente sentido.
No Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, até às 19h00, foram registadas cinco inundações em Peniche, S. Martinho do Porto e Marinha Grande, tendo os bombeiros sido chamados para resolver pequenas inundações e quedas de árvore. De resto, o Cabo Carvoeiro foi o segundo local do País onde mais choveu, com precipitação de 12 litros por metro quadrado, entre as 15h00 e as 16h00. No distrito de Coimbra houve três inundações na Figueira da Foz e Coimbra, enquanto em Santarém o CDOS deu conta de duas quedas de árvores e cinco inundações.
CHUVA ATÉ 24
As previsões do Instituto de Meteorologia indicam possibilidade de chuva até sexta-feira, embora com menor intensidade do que a verificada ontem. Segundo o canal meteorológico The Weather Channel, o mau tempo continuará até dia 24.
RIBATEJO EM ALERTA
O Plano de Cheias no seu nível de alerta mais baixo (Azul) foi ontem accionado no Ribatejo, perante as previsões meteorológicas para esta manhã. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância, Adelino Gomes, adiantou ontem que os efectivos estão de prevenção.
ALQUEVA A SUBIR
O nível da albufeira da barragem do Alqueva subiu desde Setembro três metros, atingindo agora 146,8 metros, de uma cota máxima de 152. Valor recorde é de Junho de 2004, com 148,5 metros.
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