Rapaz comprou caçadeira e abateu pai da namorada para a defender de violência doméstica.
Revoltado pelos constantes maus tratos de que a namorada era vítima em casa, agredida violentamente às mãos do próprio pai, o rapaz de 17 anos perdeu a cabeça. Na noite de segunda-feira decidiu enfrentar Joãozinho Pereira, 51 anos, e na sequência da discussão matou-o com dois tiros no peito, no meio da rua, em Santo António dos Cavaleiros, Loures. Filho de uma procuradora do Ministério Público e de um juiz, perdeu a esperança na Justiça e comprou uma caçadeira para travar o caso de violência doméstica.
A mãe do jovem suspeito, ao que o CM apurou, é a procuradora da República Auristela Gomes Pereira, responsável pelas investigações aos casos Portucale, pelas suspeitas de abate ilegal de sobreiros, e da compra dos submarinos pelo Estado, no Departamento Central de Investigação e Acção Penal.
Tanto a magistrada como o marido, que é juiz desembargador no Tribunal da Relação do Porto, receberam um telefonema na noite de segunda--feira: o filho de 17 anos acabara de se entregar à Polícia Judiciária depois de cometer um homicídio. Um juiz, em Loures, decidiu que vai aguardar julgamento em casa com pulseira electrónica.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CRESCE EM 2009
No ano de 2009, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, foram registadas 30 543 participações de violência doméstica à PSP e à GNR, o que representa um acréscimo de 10 por cento em relação ao ano anterior. Mais de 80 por cento dos queixosos são mulheres. Já os dados sobre as vítimas mortais são disponibilizados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) que, durante o ano passado, teve conhecimento de 16 casos de homicídio, num contexto de violência doméstica.
Os números são preocupantes para as autoridades policiais e judiciais e já levaram mesmo à criação de uma unidade especial de combate à violência doméstica pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, liderado pela procuradora-geral adjunta Maria José Morgado.
FUGIU DO LOCAL DO CRIME, MAS ENTREGOU-SE À JUDICIÁRIA
O jovem de 17 anos comprou uma caçadeira e foi ao encontro do pai da namorada, pelas 22h00 de segunda-feira, na praça Alexandre Herculano, em Santo António dos Cavaleiros. Joãozinho Pereira estava com um filho de cinco anos junto ao campo de futebol, que assistiu a toda a discussão e aos dois tiros de caçadeira no peito do pai – acabou por morrer já no Hospital de Santa Maria, quando o estavam a operar. E o jovem suspeito, filho de dois magistrados, fugiu do local do crime, mas acabou por se entregar mais tarde, cerca de duas horas depois, à Polícia Judiciária. Joãozinho Pereira, 51 anos, vivia em Ramada, Odivelas, e deixa mulher e dois filhos – os três familiares que seriam alvo de violência doméstica.
PORMENORES
PRISÃO DOMICILIÁRIA
Por decisão do juiz de instrução criminal, em Loures, o rapaz de 17 anos vai aguardar julgamento com pulseira electrónica, em prisão domiciliária.
AGREDIA A FAMÍLIA
Mulher e filhos seriam vítimas de agressões de Joãozinho Pereira. Jovem de 17 anos terá cometido crime para defender a namorada.
CRIMES DE HOMICÍDIO
A procuradora Auristela Pereira passou pelo DIAP de Lisboa e liderou precisamente investigações a crimes de homicídio.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.