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Criminoso com um longo cadastro percorreu diferentes zonas do País a praticar novos crimes. Está a ser julgado no Tribunal de Coimbra.
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A cumprir uma pena de 20 anos de cadeia, por homicídio e roubo, um recluso, de 45 anos, aproveitou uma saída precária para se colocar em fuga e praticar novos crimes. Durante cerca de um mês, furtou carros e armas de fogo, abasteceu sem pagar e fez vários assaltos à mão armada.
Acabou detido um mês após a evasão quando a viatura em que fugia à GNR, após mais um roubo, se despistou em Vila Nova de Poiares. Três anos depois dos factos, está a ser julgado no Tribunal de Coimbra.
Tudo aconteceu após a saída precária, em outubro de 2023. Em vez de regressar ao Estabelecimento Prisional da Carregueira três dias depois, circulou pelo País a praticar novos crimes. Começou por furtar um carro em Fazendas de Almeirim, que usou para se deslocar até Valpaços onde retirou as chapas de matrícula a outra viatura e as aplicou no veículo em que se fazia transportar.
Em Bragança, furtou duas armas de fogo numa espingardaria, aproveitando o momento em que o proprietário se deslocou ao armazém. Viajou de seguida para a Guarda e daí para Seia, onde fez um assalto à mão armada num estabelecimento comercial. Entrou de cara tapada e com uma arma de fogo semiautomática em punho. No interior estava um funcionário e duas clientes. Sob ameaça da caçadeira, exigiu a entrega do dinheiro da caixa. Além de 265 euros, exigiu ainda a abertura da máquina de tabaco, levando 23 maços.
Passou pela zona do Fundão, onde fez um abastecimento de combustível sem pagar, e deslocou-se para Cernache do Bonjardim. Aí, tentou entrar numa agência bancária, mas esta encontrava-se fechada à hora de almoço. Ainda tentou que os funcionários abrissem a porta, mas eles recusaram por desconfiarem da figura do arguido, equipado com luvas, óculos escuros e um saco preto de grandes dimensões.
Acabou por abandonar o local e deslocar-se na mesma tarde para a Lousã. Dirigiu-se a um supermercado, armado com a caçadeira que apontou na direção da funcionária do bar, ordenando-lhe que colocasse todo o dinheiro no interior de um saco. De seguida dirigiu-se à caixa central de pagamento e perante a resistência da funcionária em abrir, a arma às pernas de uma cliente: “Ou me dás o dinheiro ou dou um tiro no pé da cliente”.
Na posse de mais de 380 euros, o arguido fugiu do local, mas foi seguido por militares da GNR. Já no concelho de Vila Nova de Poiares, na localidade de Arrifana, acabou por se despistar e foi detido.
Cadastro – Na cadeia desde 2000
Desde 2000 que o arguido tem vindo a sofrer condenações por roubo, detenção de arma proibida, furto, falsificação de documento, evasão, homicídio qualificado e sequestro. Desde 2007 que estava a cumprir uma pena de 20 anos de cadeia.
Acusação - 11 crimes
Em causa neste processo está a prática de três crimes de roubo, seis de furto, um de falsificação de documento e outro de detenção de arma proibida. Apesar do cadastro que já tem, a acusação refere que aproveitou a saída precária para reincidir na prática de ilícitos criminais, “percorrendo um caminho delituoso desde o ano 2000, sem alteração no seu comportamento criminoso”.
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