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GNR e Judiciária prendem assaltantes à mão armada

Cinco homens foram detidos ontem de madrugada, quando assaltavam, à mão armada, um posto de abastecimento de combustível em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira. O grupo é suspeito de, pelo menos, outros dois assaltos a gasolineiras de Lisboa.

15 de novembro de 2006 às 00:00

Eram 22h00 quando uma patrulha da GNR passava perto do posto de combustível da Galp, em Alverca. Assim que os militares deram pela presença de três homens encapuzados junto ao funcionário de serviço, abordaram-nos de imediato para os deter. Um deles foi logo interceptado, os outros dois fugiram a pé.

Segundo uma fonte da GNR, uma equipa da PJ foi chamada ao local para recolher vestígios do assalto. As imagens do sistema de videovigilância do posto foram fundamentais para perceber o número de suspeitos e o carro em que se faziam transportar.

Recolhidas algumas informações, horas depois, os dois suspeitos, que tinham escapado, acabaram por ser interceptados na Rua das Indústrias, perto do local do crime – preparavam-se para se juntar a outros dois suspeitos que, quando viram a GNR, fugiram de carro.

Neste período de tempo, os dois homens andaram a pé cerca de um quilómetro, em direcção ao Sobralinho, e esconderam a arma de fogo, usada no assalto frustrado, numa casa abandonada, junto à Estrada Nacional 10. A arma viria a ser recuperada pela Polícia mais tarde.

Quando foram detidos, as autoridades confiscaram-lhes os telemóveis. E este foi o instrumento principal para chegar aos restantes suspeitos”, disse uma fonte policial ao Correio da Manhã.

No telemóvel foram detectadas mensagens trocadas ao longo da noite que marcavam encontro junto ao hipermercado Jumbo de Alverca – a 200 metros.

E foi aqui, já pelas 05h00, que a Polícia interceptou o quarto e o quinto elementos do grupo. “Andavam às voltas num carro de marca Fiat. Estavam à espera dos outros dois que escaparam”, disse a mesma fonte. Segundo apurou o CM, este seria o terceiro assalto à mão armada do dia. O grupo terá assaltado um posto de combustível no Estoril, concelho de Cascais, e um outro em Lisboa.

Os cinco homens foram entregues à Polícia Judiciária, que está a investigar se o grupo terá feito mais algum assalto nas últimas semanas.

O CM contactou a Polícia Judiciária que considerou prematuro adiantar qualquer informação sobre o caso e sobre os antecedentes criminais dos cinco suspeitos. Fonte policial disse ao nosso jornal que todos eles residem na Margem Sul.

GANG FOI DESCOBERTO POR TELEMÓVEL

O sucesso da operação que se prolongou até à madrugada de ontem deveu-se, em grande parte, aos telemóveis dos suspeitos e ao sistema de videovigilância. Quando a GNR e a PJ detiveram o segundo e o terceiro suspeitos, encontraram a mensagem que indicava o local onde os restantes assaltantes aguardavam os amigos que tinham escapado à GNR. Se as novas tecnologias têm facilitado os contactos entre assaltantes, também têm contribuído para as investigações policiais.

Os sistemas de videovigilância dos estabelecimentos comerciais têm desvendado muitos crimes ou, pelo menos, fornecido pistas para os investigadores prosseguirem o seu trabalho. Também a internet veio trazer novos instrumentos de trabalho à Polícia. Ainda em Janeiro, um estudante de 18 anos descobriu o assaltante que lhe levou o telemóvel e um leitor de música MP3 através do Hi5 – uma página de internet que permite conhecer pessoas de todo o mundo através da fotografia.

O rapaz queixou-se à GNR de Sintra e disse que tinha identificado o suspeito pela internet. Um militar da GNR não hesitou em fazer-se passar por mulher. Depois de descobrir os locais que o assaltante frequentava, apanhou-o.

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