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GNR registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém desde janeiro

Número global de furtos de cortiça aumentou nos últimos cinco anos, entre 2019 e 2023.

29 de agosto de 2025 às 18:48

A GNR registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém, desde janeiro, com a prevalência dos casos a ocorrerem nas zonas mais isoladas do interior, informou esta sexta-feira aquela força policial.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Santarém indicou que o concelho de Abrantes surge como o mais afetado por este tipo de casos, com 10 furtos registados, seguido por Coruche, com sete, Salvaterra de Magos, com seis, Almeirim, com quatro, Chamusca, com três, e Tomar, Alpiarça e Santarém com uma ocorrência cada.

O número global de furtos de cortiça aumentou nos últimos cinco anos (entre 2019 e 2023), indicou a GNR, especificando que foram registados 56 casos em 2019 e 99 em 2023.

Segundo dados recolhidos junto da Guarda, os furtos de cortiça são, geralmente, cometidos por grupos organizados que utilizam como principais métodos a extração direta da cortiça das árvores ou o furto da cortiça empilhada.

"A prática deste tipo de ilícito criminal normalmente está associada a grupos organizados que utilizam como 'modus operandi' a extração direta da árvore ou furto da cortiça empilhada. Existe uma maior preponderância de registos da primeira, não obstante a maior dificuldade e demora quando comparada com a segunda", explicou a GNR.

A cortiça furtada é triturada para não ser identificada e depois vendida para a produção de aglomerados, onde, por sua vez, é adquirida por intermediários que a misturam com cortiça legal.

"Tudo indica que a cortiça seja vendida a intermediários, que depois a juntam à cortiça vendida por tiradores legais, integrando-a no mercado legal através da revenda conjunta a fábricas de cortiça. Também pressupomos que o mercado destino da cortiça furtada seja o mercado nacional", informou a GNR.

Face a este aumento de furtos, a GNR intensificou a patrulha com a Operação "Campo Seguro", a par da investigação criminal, fiscalização rodoviária e fiscalização de recetadores, em toda a sua área de atuação, com o objetivo de "prevenir e reprimir a prática de crimes de furto e de recetação de cortiça", desenvolvendo também "ações de sensibilização" para prevenir furtos em áreas agrícolas e florestais.

A GNR adiantou que para combater este tipo de crime é necessário "reforçar as medidas de proteção de infraestruturas" como a "instalação de vigilância, restrição de acessos, vedações, instalação de placards de aviso e melhoria das condições de luminosidade".

A título preventivo, a GNR recomenda ainda a "marcação da cortiça", para "facilitar a identificação" da sua origem, garantir a "manutenção de acessos controlados às propriedades", reforçar a "cooperação entre proprietários e vizinhos", de modo a promover a troca de informações e a partilha de alertas" de forma mais célere, "reportar de imediato às autoridades quaisquer movimentações suspeitas" e "planear a extração de cortiça, assegurando uma vigilância mais eficaz".

As autoridades recomendam ainda instalar alarmes e colocar marcas nos equipamentos mais sensíveis e vulneráveis, bem como não colocar os "amontoados de cortiça junto a locais de fácil acesso".

Uma vez que "este tipo de crime carece de queixa", a guarda "reforça a necessidade de se denunciar" estes furtos, pois as queixas são essenciais para ajudar "a monitorizar o problema" e "direcionar os recursos para as áreas mais afetadas".

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