O Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP só já espera autorização política para partir rumo à Arábia Saudita, onde terá por missão garantir a segurança da embaixada portuguesa em Riade. Com esta missão, cujos preparativos estão já em fase adiantada, a polícia portuguesa alarga o âmbito da sua presença no estrangeiro, onde conta já com dezenas de elementos em vários continentes.
As crescentes ameaças terroristas na Arábia Saudita e a sua ligação a Osama bin Laden, o líder da al-Qaeda e o homem mais procurado pelos Estados Unidos da América, levaram, em Setembro do ano passado, o Governo português a querer adoptar em Riade o esquema de segurança usado no Iraque.
A representação diplomática portuguesa em Bagdad e o embaixador Francisco Falcão Machado estão protegidos por 14 elementos do GOE e, vista de Lisboa, a matemática da guerra numa cidade marcada por atentados quase diários, dá resultado positivo para a PSP.
As três viaturas, com blindagem reforçada pelo fabricante, que serão usadas pela elite da polícia em Riade foram adquiridas em Julho deste ano, a uma empresa alemã. São três Toyota Land Cruiser, cujo custo rondou os 100 mil euros, que permitirão aos homens do GOE garantirem a segurança de instalações e pessoal diplomático.
A missão na Arábia Saudita, além da mais recente, será uma das mais exigentes do lote em que está envolvida a polícia e que abrange países tão diferentes como Timor Lorosae e Congo. Na maioria dos casos, os oficiais da PSP desempenham funções de aconselhamento e assessoria das autoridades locais.
NÍVEL ESTRATÉGICO
É, por exemplo, o que sucede em Timor Lorosae, onde a PSP tem seis elementos integrados na missão da Organização das Nações Unidas (ONU) presente no território. “Trata-se de prestar um serviço que tem tanto de aconselhamento a nível estratégico como de orientações operacionais, ou seja, de meios a empregar e valências a desenvolver”, explica o CM fonte da polícia.
Também no âmbito de uma missão da ONU, a PSP tem sete elementos colocados no Kosovo, onde, a par de garantirem a protecção da missão diplomática, têm poderes efectivos de polícia, o que signifca que podem efectuar detenções, e contribuem, em paralelo, para a formação das forças de segurança do território da antiga ex-Jugoslávia.
Semelhante, pelo menos ao nível da formação das forças de segurança, é o trabalho desenvolvido na Bósnia, também nos Balcãs, pelos sete polícias colocados na missão da União Europeia no local.
No entanto, é fora da Europa uma das missões de maior visibilidade para a PSP. No Congo, a missão da União Europeia, que tem por objectivo assegurar a organização e formação da polícia local, tanto a nível de elementos de patrulha como de forças especiais nas vertentes de ordem pública e investigação criminal, é chefiada pelo subintendente Adílio Custódio.
Em plano especial está a colaboração entre a PSP e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). A par da frequência, por parte de alunos oriundos dos PALOP, das escolas de polícia, a PSP ministra também formação ao nível da Segurança Pessoal e das Operações Especiais, como sucedeu com a polícia angolana.
A lista de missões da PSP inclui países e territórios tão distintos como a Guatemala ou o Haiti, o Saara Ocidental, a Macedónia e a Albânia.
COLABORAÇÃO ESTREITA COM PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
A par de formar todos os anos lectivos, no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, muitas das altas patentes das forças policiais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a PSP mantém elementos de ligação em Bissau, Maputo e São Tomé e Príncipe.
Nos dois últimos casos, os polícias portugueses estão colocados junto das embaixadas nacionais e são responsáveis pela ligação com os respectivos ministérios da Administração Interna e polícias locais. Na Guiné-Bissau, a representação da PSP é assegurada por oito elementos do Grupo de Operações Especiais, que garantem a protecção das instalações da embaixada e do pessoal diplomático.
REGRESSO A CASA
A rotação dos elementos da PSP colocados em missões no estrangeiro faz-se, em princípio, a cada seis meses, o que significa que, como sucede todos os anos, haverá polícias a passar as festas no estrangeiro.
UNIVERSIDADE
A presença de alunos oriundos dos PALOP no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna da PSP, no âmbito da cooperação, remonta ao ano de 1988. Outros elementos receberam formação em áreas específicias.
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