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Correio da Manhã

Portugal
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Governo pede parecer sobre mordomias no SEF

Cristina Gatões, diretora-adjunta, viaja diariamente com motorista de Oeiras até Coimbra, onde vive.
Miguel Curado 27 de Março de 2018 às 08:19
Polémica com Cristina Gatões, diretora nacional-adjunta
SEF
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A diretora nacional-adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Cristina Gatões, que reside em Coimbra mas trabalha na sede do SEF, em Porto Salvo, Oeiras, viaja diariamente para casa conduzida pelo motorista de serviço. E este pernoita num hotel de segunda a sexta-feira, pago pelo SEF, porque o Estado ainda não lhe atribuiu uma casa de função.

Cristina Gatões foi empossada em novembro, e desde então que se faz transportar desta forma para o trabalho. O CM sabe que o SEF tem acordo com uma agência de viagens, e é através da mesma que a diretora nacional reserva o hotel do motorista. O estatuto de pessoal do SEF não é claro sobre se o cargo que Cristina Gatões desempenha permite o usufruto de casa de função.

Por isso, disse ao CM fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI), "será pedido um parecer ao auditor jurídico do MAI para averiguação". O SEF não respondeu, em tempo útil, às perguntas do CM sobre o assunto.

Os sindicatos dos inspetores e do pessoal de secretaria do SEF dizem não ver irregularidades no comportamento de Cristina Gatões, mas pedem também a clarificação do estatuto.

Responsáveis admitem algum mal-estar    
Cristina Gatões está no SEF desde 1992. Inspetora de formação, subiu a pulso a carreira naquela força de segurança e, quando Carlos Moreira foi nomeado diretor nacional, em novembro de 2017, escolheu-a como adjunta.

Fontes internas ouvidas pelo CM admitem "algum mal-estar" com a forma como a colega se desloca para o trabalho diariamente. "Mas ninguém quer falar em irregularidades", disse uma das fontes contactadas.
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