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Grávida em trabalho de parto barrada no Hospital de Faro porque não ligou primeiro para a linha Saúde 24

Mulher já estava em trabalho de parto e como a unidade de saúde lhe negou o atendimento teve de ligar para o 112 à porta do hospital.

Atualizado a 26 de maio de 2026 às 17:13
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Grávida em trabalho de parto barrada no Hospital de Faro porque não ligou primeiro para a linha Saúde 24

O Hospital de Faro recusou atender, na passada sexta-feira, uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, porque não ligou antes para a linha SNS 24.

Segundo o CM apurou, a mulher já estava em trabalho de parto e como a unidade de saúde lhe negou o atendimento teve de ligar para o 112 à porta do hospital.

Foi avaliada pela equipa médica do INEM e obrigada a fazer uma viagem de 70 quilómetros dentro de uma ambulância até ser atendida no hospital de Portimão, porque o bloco de partos estava encerrado na unidade de Faro.

Ao CM, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve referiu que "no dia e hora dos factos em causa, a Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos do Hospital de Faro encontrava-se em nível de contingência 2, situação previamente comunicada formal e atempadamente às entidades competentes e operacionalmente envolvidas e que era possível ser consultada online no site do SNS".

A ULS do Algarve refere ainda que o Hospital de Faro estava reservado às urgências internas e a casos de risco à data e hora em que a grávida se dirigiu à unidade.

"Caso a grávida tivesse recorrido previamente ao SNS 24 ou INEM, todos os intervenientes estariam devidamente informados da situação de contingência em vigor e ter-lhe-ia sido indicado o local adequado para observação e acompanhamento. De igual modo, poderia ter obtido informação por consulta ao site do SNS. A utente deslocou-se pelos seus próprios meios ao Hospital de Faro, sem referenciação prévia", acrescentam.

O Conselho de Administração da ULS salienta que "o sistema funcionou adequadamente". "Os meios disponíveis na altura estavam exclusivamente reservados a situações graves, com eventual risco de vida para a mãe e/ou para o feto, o que não foi, como se comprovou, o caso, pelo que não deveriam ser ocupados em outra situação, sob pena de comprometer outro eventual episódio, esse sim, com risco", esclarecem. 

Ao CM, a ULS confirma que a atuação das equipas envolvidas permitiu garantir a segurança da mãe e do feto e avançam que o episódio está a ser analisado internamente "de forma rigorosa".

Publicada originalmente a 26 de maio de 2026 às 13:34

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