Postos junto à fronteira de Vilar Formoso têm tanques reforçados para a greve.
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Centenas de portugueses estão a passar a fronteira para ir abastecer os depósitos a postos de combustíveis localizados em Espanha, sobretudo os que estão a Sul. Muitos deles já o faziam antes, devido aos preços mais baixos, e agora a procura está a aumentar.
Na zona de Ayamonte, na província de Huelva, o CM encontrou dezenas de portugueses a abastecer. A maioria já é cliente habitual dos postos espanhóis. Outros estão de férias nas proximidades da fronteira e aproveitaram para encher o depósito a preços mais baixos.
"Como em Vila Real de Santo António, além de ser mais caro, havia muita fila e nem todas as estações estavam com combustível, resolvi vir a Espanha", referiu ao CM um condutor. Outros, como já estavam com o depósito na reserva, aproveitaram para atestar. Aliás, a corrida dos portugueses aos postos espanhóis fez até notícia em alguns sites do país vizinho.
Mais a norte, em Fuentes de Oñoro, próximo da fronteira de Vilar Formoso, um posto de abastecimento da Galp fez, já na sexta-feira, um reforço de pessoal, sobretudo ligado ao abastecimento, e também do stock, na perspetiva de se registar um aumento considerável da procura por parte de portugueses. "Estamos de prevenção para o caso de ser necessário pedir mais combustível", disse um funcionário.
Para já não se nota uma procura por parte de portugueses fora do normal nesta época, em que há já um grande movimento de emigrantes. "Só no fim de semana é que houve mais gente", diz o funcionário, acrescentando que os clientes passeiam e atestam o depósito. Se a greve se prolongar, a expectativa é de que o movimento "aumente consideravelmente para o final da semana". Os condutores ouvidos pelo CM naquela bomba de gasolina já o fazem habitualmente. "Venho sempre abastecer a Espanha porque fica mais barato, não é por causa da greve", disse um desses clientes.
No Minho, na fronteira de Valença, os efeitos da greve em Portugal ainda não se refletiam nas gasolineiras espanholas.
Autonomia para socorro no Algarve
Alguns dos postos da rede de emergência no Algarve tiveram esta segunda-feira falta temporária de combustível, devido a atrasos no abastecimento, que só foi realizado ao final da manhã.
No entanto, a procura nos 21 postos que integram a rede de emergência, na região, foi tranquila. Em todos os concelhos foram tomadas medidas preventivas, assegurando que os veículos de socorro e de recolha de lixo tenham uma autonomia de cerca de duas semanas em termos de combustível. Também a Polícia Marítima tem uma autonomia semelhante.
18 mil litros para fogos em Ourique
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem uma reserva de 18 mil litros de combustível na zona de Ourique, que só será usada para abastecer viaturas dos bombeiros, forças de segurança e Proteção Civil em caso de ocorrerem incêndios na zona Sul do País.
Ao que o CM apurou, o camião-cisterna está a ser guardado por elementos do Exército e está estrategicamente estacionado numa zona central para que esteja acessível a várias corporações.
Piquetes de greve no Centro tentam mobilizar colegas
O momento mais tenso no Centro registou-se em Porto de Mós. Concentrados na rotunda da Tremoceira, no IC2, os elementos do piquete de greve convenceram vários colegas a dirigirem-se para o estacionamento. Mas o forte dispositivo da GNR no local levou vários a desmobilizarem. O mesmo aconteceu na zona de Arrifana, em Condeixa-a-Nova.
"Os patrões ligaram à GNR a dizer que os motoristas estavam retidos", referiu um dos elementos do piquete de Condeixa. Na maioria dos postos de abastecimento de Coimbra e Viseu o movimento era considerado normal. Anabela Abreu, de Viseu, que abasteceu 15 litros, diz que na semana passada "notou-se uma maior corrida às bombas".
Vinte postos sem combustível na região Norte
Foram menos de duas dezenas os postos de abastecimento de combustíveis que esta segunda-feira esgotaram gasóleo ou gasolina em toda a região Norte do País. O caso mais complicado foi o de uma bomba da rede de emergência que esteve duas horas sem gasóleo, mas cujo problema foi resolvido até ao final da manhã. Mesmo do outro lado das principais fronteiras, Valença, Chaves e Quintanilha, os postos de abastecimento não registaram filas significativas.
"Falou-se tanto na greve na semana passada que toda a gente encheu o depósito e ainda levou para casa. Por isso não há filas", disse ao CM um condutor, na cidade de Vila Real.
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