Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Greve prisional adia julgamento de homem que tentou matar os pais

Homem está acusado de tentar matar os pais, por ter regado com álcool e incendiado o quarto em que eles dormiam.
23 de Outubro de 2018 às 11:41
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
A greve dos guardas prisionais obrigou esta terça-feira o Tribunal de Braga a adiar o início do julgamento de um homem acusado de tentar matar os pais, por ter regado com álcool e incendiado o quarto em que eles dormiam.

Segundo explicou a juíza presidente do coletivo que vai julgar o caso, o tribunal não conseguiu contactar o Estabelecimento Prisional de Custóias, onde o arguido está em prisão preventiva.

Os guardas prisionais iniciaram às 00h00 de terça-feira uma greve de três dias para defender os direitos e os interesses "legalmente protegidos desta carreira especial" e reivindicar o compromisso assumido pela tutela quanto à revisão do estatuto profissional.

O início daquele julgamento ficou, assim, marcado para 13 de novembro.

Os factos registaram-se na madrugada de 26 de setembro, na freguesia de Este S. Mamede, em Braga, quando o arguido, de 36 anos, terá regado com álcool o quarto em que os pais dormiam e pegado fogo.

Enquanto isso, terá ficado do lado de fora, a segurar a porta, para que os pais não pudessem fugir.

O pai, no entanto, conseguiu controlar a situação a tempo, não evitando, mesmo assim, que a mulher sofresse queimaduras graves nos pés.

O arguido fugiu e foi ter com uma amiga, tirando-lhe 150 euros da carteira e fugindo-lhe com o carro.

No dia seguinte, ligou à mãe, exigindo que lhe depositasse 5.000 euros numa conta bancária e ameaçando que matar o pai a tiro.

Foi para o estrangeiro, mas dez dias depois foi detido pela Polícia Judiciária, quando voltou à sua freguesia.

Está acusado de homicídio qualificado na forma tentada e de furto qualificado.

Segundo a acusação, o crime foi o corolário de constantes desavenças do arguido com os pais, por estes não lhe darem dinheiro para alimentar o vício da droga e não lhe emprestarem o carro.

O arguido já tem antecedentes criminais, tendo sido condenado a 14 anos e meio de prisão pela participação, em finais de 2004, num roubo em Póvoa de Lanhoso, que culminou na morte de um homem.

Após cumprir parte da pena de prisão, saiu em liberdade condicional em finais de maio de 2017.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)