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Grupo que incendiou autocarro no Seixal deixou provas no local

Foi encontrado um ‘jerrican’ de combustível junto aos destroços.

24 de outubro de 2024 às 12:19
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Grupo que incendiou autocarro no Seixal deixou provas no local

O grupo de encapuzados que, ao início da madrugada desta quinta-feira, incendiou um autocarro na Arrentela, Seixal, deixou provas no local.

Fonte policial disse ao CM que foi encontrado um ‘jerrican’ de combustível junto aos destroços do autocarro da Carris Metropolitana, que a Polícia Judiciária, órgão de polícia criminal que está a investigar todos os crimes de incêndio praticados durante a vaga de distúrbios que se seguiu à morte de Odair Moniz, às mãos de um agente da PSP, na madrugada de segunda-feira, no bairro da Cova da Moura, Amadora, já terá na sua posse. O artigo apreendido poderá conter impressões digitais que levem à identificação do suspeito ou suspeitos do crime. 

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Autocarro incendiado por cerca de dez encapuzados no Seixal

A mesma fonte acrescentou que o motorista foi travado pelos desordeiros numa passadeira. O grupo forçou a abertura de portas do autocarro e, com ameaças, obrigou o motorista e os passageiros a saírem. O pesado de passageiros foi então regado com combustível, e completamente incendiado. Não há registo de feridos e os bombeiros do Seixal apagaram as chamas.

O presidente da Câmara Municipal do Seixal manifestou-se esta quinta-feira preocupado com os desacatos registados na Área Metropolitana de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Silva adiantou que, segundo os dados de que dispõe, "um grupo organizado de cerca de 20 pessoas mandou parar o autocarro na Arrentela, fez sair os passageiros e o condutor, e regou o veículo com combustível".

Este foi, segundo a PSP, um dos dois autocarros incendiados na madrugada desta quinta-feira, nos concelhos do Seixal (distrito de Setúbal) e de Loures (distrito de Lisboa), que se somam assim aos outros dois queimados na noite anterior na Amadora e em Oeiras, no âmbito dos desacatos registados desde a noite de segunda-feira.

Os protestos decorrem na sequência da morte de Odair Moniz, baleado por um agente policial na Amadora na madrugada de segunda-feira.

"Apesar de ser um grupo numeroso, não houve mais qualquer ocorrência no concelho, o que dá a entender que não seriam de cá e que se deslocaram aqui para fazer este desacato", disse Paulo Silva, referindo, contudo, que houve contentores ardidos no Miratejo, freguesia de Corroios, com o fogo imediatamente apagado pela população.

O autarca do Seixal, que falava à agência Lusa momentos antes da reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa marcada para esta quinta-feira de manhã, disse ver com preocupação toda a situação que está a ocorrer na Área Metropolitana de Lisboa.

Paulo Silva referiu que o direito ao protesto é constitucional, mas que nada justifica atos violentos como os que têm ocorrido.

"O direito ao protesto é constitucional. Todas as pessoas devem exercer, mas dentro dos limites constitucionais e sem violência e episódios que colocam em causa pessoas e bens", disse.

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