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Correio da Manhã

Portugal
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Guarda Prisional ajudou preso a fugir em Bragança

Homem foi condenado a quatro anos de pena suspensa por corrupção.
Tânia Rei 29 de Janeiro de 2019 às 08:56
Carlos Cordeiro tapou o rosto à entrada para a sala de audiências
Justiça
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Carlos Cordeiro tapou o rosto à entrada para a sala de audiências
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Carlos Cordeiro tapou o rosto à entrada para a sala de audiências
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Carlos Cordeiro, ex-chefe dos Guardas Prisionais de Bragança, de 70 anos, foi ontem condenado pelo tribunal de Bragança a quatro anos de pena suspensa pelo crime de corrupção passiva para ato ilícito. Ficou provado que o arguido ajudou um recluso a evadir-se para Espanha durante uma saída precária em 2007.

Já o preso que fugiu, Joaquim Cipriano, de 53 anos, foi condenado a dois anos e cinco meses de prisão, igualmente suspensa, por corrupção ativa para ato ilícito. O recluso - que antes da fuga cumpria 10 anos e 6 meses de cadeia por lenocínio, auxílio à emigração ilegal e furto - foi recapturado em 2012.

O guarda, reformado desde 2011, tem ainda que dar 8 mil euros a instituições sociais. O ex-recluso paga 2500 euros a uma associação.

O acórdão dá como provado que Carlos Cordeiro chegou a dizer ao recluso para lhe enviar uma carta a dizer que estava no Brasil. O objetivo era dissimular o seu paradeiro.

Em troca, o guarda recebeu eletrodomésticos e o pagamento de 500 euros em despesas. O caso tinha ainda como arguidos um outro recluso e a mulher de Carlos, administrativa na cadeia de Izeda. Foram os dois ilibados.
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