Os dez helicópteros ligeiros e médios que o Governo pretende adquirir para combate aos fogos devem custar, de acordo com o subsecretário de Estado da Administração Interna, entre 50 e 70 milhões de euros. O concurso foi lançado em Novembro, concorreram oito consórcios (europeus e norte-americanos) e a conclusão do negócio está prevista para o próximo mês de Abril – mas os helicópteros apenas serão entregues em 2007.
Como disse ontem ao CM o subsecretário de Estado da Administração Interna, Rocha Andrade, “o mais seguro é afirmar que estes dez ‘helis’ estarão operacionais em Janeiro do próximo ano: durante a designada época de fogos cumprem a sua missão, no resto do ano podem executar qualquer outra missão de interesse público”.
Rocha Andrade confirmou, ainda, que este ano os meios aéreos alugados vão estar operacionais a partir de 15 Maio. No pico da época de fogos (de 1 de Julho a 30 de Setembro) vão estar operacionais 50 meios aéreos (seis helicópteros ligeiros, dois helicópteros médios, oito aviões ligeiros e dois aviões pesados). Fora deste período, vão estar de prevenção entre 16 e 18 aparelhos.
Estes meios foram também alvo de concurso de carácter plurianual e, segundo Rocha Andrade, “o seu custo andará nos 23 ou 24 milhões de euros”.
Entre as novidades para este ano, o mesmo governante anunciou a distribuição, já a partir desta semana, de cinco mil equipamentos especiais de protecção de bombeiros (para 2007 serão mais três mil), que serão distribuídos pelo País “de acordo com as indicações das necessidades mais prementes das corporações e dos responsáveis distritais”.
Rocha Andrade, que presidiu à entrega das comparticipações para às vítimas dos incêndios no distrito de Aveiro, repetiu ainda a mesma linha de discurso do ministro António Costa, salientando que a detecção e primeiro ataque aos fogos será, a partir deste ano, da responsabilidade da GNR.
A primeira intervenção, “de preferência nos primeiros 15 minutos”, será feita por 320 homens que vão ser distribuídos por cinco distritos (os de maior risco de incêndio) para poderem actuar como grupos de primeira intervenção aerotransportada.
DINHEIRO PARA AS CASAS QUE O FOGO LEVOU
Os três famílias da aldeia de Corgo de Baixo, em Anadia, completamente devastada por um incêndio em meados de Setembro do ano passado, receberam ontem, cada uma, um cheque de 12 500 euros, pago pelo Instituto Nacional de Habitação, para as obras de reconstrução das suas casas.
Ovídio Rodrigues, que na altura perdeu a casa, o lagar do vinho e vários animais, confessou ao CM que “é de admirar como as coisas foram feitas tão depressa. Com o empenhamento de todos, da câmara e da junta, foi possível levantar a aldeia em tempo recorde”. Para receber as comparticipações pela destruição das habitações, estiveram também no Governo Civil de Aveiro mais dez famílias de Arouca (vitimadas por dias sucessivos de incêndios na Serra da Freita).
Os valores individuais variam entre um máximo de 12,5 mil euros e os 380 euros, consoante a grandeza dos prejuízos. No total este grupo foi ajudado pelo Estado com 38 260 euros. Com estas entregas ficam ‘fechadas’ as ajudas dos fogos de 2005.
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