Foi demovida de saltar depois de duas horas a conversar com militares.
Estar fora de serviço não impediu que Ricardo Faria, 29 anos, e Carlos Moura, 40, salvassem uma vida ao evitarem o suicídio de uma mulher, em Quarteira, Algarve, no ano passado. O sentido de dever e acamaradagem falaram mais alto naquela noite de 3 de outubro de 2013.
Eram cerca das 21h00 quando a esquadra de Quarteira recebeu um telefonema que dava conta de que havia uma mulher que queria saltar de um sexto andar de um prédio, também em Quarteira.
Mesmo sem estar de serviço, Ricardo Faria quis ajudar a patrulha que se deslocou ao local. “Era um caso muito sensível. Fiquei quase duas horas a falar com ela, a tentar demovê-la. Tentei tudo, mas ela dizia sempre que se me aproximasse, saltava”, recordou Faria, que já perto das 00h00 recebeu o apoio de Carlos Moura, que também não estava de serviço naquela noite.
“Estava a ver a escala de serviço no quartel e, quando soube o que estava a acontecer, fui logo lá, porque temos de nos ajudar uns aos outros”, diz Carlos Moura.
Já com poucas opções, o militar reparou que a mulher tinha um copo de vinho vazio e decidiu fazer uma proposta pouco ortodoxa. “Perguntei se ela queria vinho e ela disseque sim. Usei isso para me aproximar. Falámos da vida dela, da minha vida, e ela acabou por desistir. Abraçou-me e saiu do parapeito a chorar. Foi muito emocional”, lembra.
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