Arguido assumiu a autoria dos crimes durante o julgamento no Tribunal de Aveiro.
Um homem acusado de ter roubado e sequestrado um cliente de uma prostituta em Albergaria no passado mês de fevereiro confessou hoje os factos no início do julgamento, no Tribunal de Aveiro.
O arguido assumiu a autoria dos crimes de roubo agravado, sequestro e burla informática de que está acusado, ilibando os outros dois suspeitos que estão a ser julgados no mesmo processo, nomeadamente a ex-companheira e um amigo.
"Fui eu que fiz tudo sozinho. Na altura não tinha droga e foi isso que me levou a cometer estes atos. Queria dinheiro", disse o arguido, manifestando arrependimento.
O suspeito confessou ainda ter roubado 20 euros à prostituta, que garantiu não conhecer.
A ex-companheira do arguido também prestou declarações, negando qualquer participação no caso. "Estou há tempo de mais a pagar por uma coisa que não fiz", afirmou.
O terceiro arguido também aceitou falar perante o coletivo de juízes, afirmando que se limitou a conduzir uma viatura até Vila do Conde, a pedido do principal arguido, para lhe fazer "um favor".
Os factos ocorreram na manhã do dia 19 de fevereiro de 2017 e a vítima foi um empresário com cerca de 50 anos, residente em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu.
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o ofendido dirigiu-se a uma zona de eucaliptal junto à Estrada Nacional n.º 1 em Albergaria, onde abordou a arguida para a prática de ato sexual.
Após o ato sexual, o ofendido terá sido surpreendido pelo ex-companheiro da arguida e por um outro indivíduo não identificado, armados com uma navalha e uma pistola, que o obrigaram a entregar todos os bens que tinha consigo e a entrar para a parte de trás da sua própria viatura.
Estes dois arguidos abandonaram depois o local na referida viatura e pouco depois pararam num local isolado e obrigaram a vítima a entrar para a bagageira.
Cerca das 14:00, voltaram a parar a viatura numa zona florestal em Cantanhede, no distrito de Coimbra, onde surgiu o terceiro arguido que ajudou os outros dois a retirar o empresário da mala do carro e a amarrá-lo a um tronco de eucalipto, colocando-se depois em fuga na viatura da vítima.
Alguns minutos depois, a vítima conseguiu soltar-se e caminhou em direção a uma zona habitada onde pediu ajuda a um habitante.
Além de terem levado 165 euros que o empresário tinha consigo, os assaltantes ainda o obrigaram a entregar cartões multibanco e a partilhar os respetivos códigos, tendo feito dois levantamentos no valor total de 250 euros.
Os três arguidos, que se encontram em prisão preventiva, foram detidos em Vila do Conde, quatro dias após o crime, numa altura em que se preparavam para vender o automóvel furtado.
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