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Homicídio em festa religiosa da Madeira foi legítima defesa. Pena de 18 anos de cadeia passa para 5 anos e meio

Juízes desembargadores entendem, ainda assim, que houve excesso de legítima defesa. Teriam bastado as duas primeiras facadas com arma de 30 cm de lâmina - a terceira, no pescoço, foi a fatal.

07 de fevereiro de 2026 às 01:30

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Artur Sousa tinha 36 anos
Artur Sousa tinha 36 anos Direitos Reservados
Vítima estava neste arraial
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Uma assassinato à facada num arraial de uma festa religiosa no Campanário, ilha da Madeira, em fevereiro de 2024, e que o tribunal do Funchal puniu como homicídio qualificado, aplicando ao agressor 18 anos de cadeia, foi afinal uma morte provocada por "excesso de legítima defesa". A vítima, Artur Sousa, de 36 anos, estava a atacar um terceiro homem e o homicida, Eduardo Marcelino, de 41, utilizou o único recurso "idóneo a fazer parar a agressão, que era atual e ilícita, não obstante poder ter-se bastado com uma ou duas facadas, sendo que a terceira foi aquela que causou, de forma direta e necessária, a morte da vítima", concluiu o Tribunal da Relação de Lisboa, que reduziu a pena para cinco anos e seis meses de cadeia.

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