Idosa burlada ao comprar colchões na Internet

Doente com esclerose múltipla recuou na intenção de compra e foi ameaçada com processos. Tem dívida de 4668 euros.
Por Miguel Curado|13.01.19

A família de uma mulher de 79 anos, portadora de esclerose múltipla, avançou com uma queixa-crime e uma denúncia para a DECO contra duas empresas de venda online. Alegam que os responsáveis das mesmas burlaram a idosa na venda de dois colchões, forçando-a, sob ameaça de processos judiciais, a concordar com um contrato de financiamento para a compra dos artigos.

A queixosa, habitual utilizadora de Facebook, começou por clicar num anúncio de publicidade de uma técnica de redução do perímetro abdominal. Telefonou para uma empresa, sendo confrontada com uma gama de produtos, do qual escolheu um colchão que favorece a drenagem linfática. No entanto, ao aperceber-se que poderia ser prejudicial ao pacemaker que tem instalado, voltou atrás. Foi então que, segundo fonte familiar disse ao CM, a idosa foi "chantageada com ameaças de procedimento judicial, caso não concretizasse a compra".

A queixosa acedeu, então, a efetuar um contrato de financiamento para a compra de dois colchões antiescaras, destinados a acamados, condição em que não se encontra. O negócio já foi feito com outra empresa (propriedade do mesmo dono), cujos técnicos levaram os dois colchões ‘normais’ que a idosa tinha no quarto e não lhe deram fatura. Além disso, a queixosa ficou obrigada a pagar 4668,84 euros em 36 prestações, duas já debitadas na conta bancária.

O CM contactou, via email, os serviços de apoio ao cliente das duas empresas , mas não obteve resposta.

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