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IL quer administração da Lusa escolhida por novo Conselho em vez do Governo

Liberais apontam que novos estatutos aprovados pelo executivo de Montenegro representam um "simulacro de independência".

04 de maio de 2026 às 19:18

A IL propôs esta segunda-feira retirar ao Governo o poder de escolher a administração da agência Lusa, passando essa competência para um novo Conselho Estratégico e de Acompanhamento que substitua o atual Conselho Consultivo.

Num projeto de lei entregue na Assembleia da República, o partido propõe um novo modelo societário da Lusa, defendendo que, com a aquisição na totalidade do capital social da agência, o modelo de governança anterior "tornou-se-se obsoleto", mas que os novos estatutos aprovados pelo Governo representam um "simulacro de independência".

"Os estatutos aprovados pelo Governo criaram um Conselho Consultivo com treze membros, representação plural e competências de acompanhamento, mas cujo parecer sobre a designação do Conselho de Administração é expressamente não vinculativo. Por outras palavras, o Governo continua a nomear quem quiser. O Conselho Consultivo vê, pronuncia-se e é potencialmente ignorado", referem os liberais.

Partindo da estrutura estatutária proposta pelo Governo, a IL diz propor um "caminho diferente" com a substituição do Conselho Consultivo por um Conselho Estratégico e de Acompanhamento "dotado de competência reais que garantam a isenção e imparcialidade", cujos pareceres são vinculativos e que fica responsável por escolher os membros do Conselho de Administração.

Os membros do Conselho de Administração seriam escolhidos, detalha o partido, através de um "procedimento transparente, aberto, eficaz e não discriminatório" e a Assembleia Geral da Lusa não poderia "investir personalidades que não tenham sido previamente escolhidas" por este novo órgão.

Na exposição de motivos, o partido refere que "o Governo deixa de ter o poder de designar diretamente a gestão da agência noticiosa que financia", acrescentando que isso não significa que o executivo seja mal intencionado, mas sim que "instituições como a Lusa devem ser capazes de suportar pressões políticas conjunturais".

"Uma Lusa verdadeiramente independente não pode depender da boa vontade de quem governa, não pode estar dependente do governante de turno. A Lusa independente não é uma preferência, é mesmo uma exigência democrática", defende o deputado da IL Rodrigo Saraiva, numa declaração enviada às redações.

Este novo organismo seria composto por 13 membros, um presidente e 12 vogais: três membros eleitos pela Assembleia da República, um membro designado pelo Governo Regional dos Açores e outro da Madeira, um membro da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, um nome designado pela Comissão de Trabalhadores de Lusa e outro escolhido pelo Conselho de Redação.

Teria ainda ainda como membros as escolhas das associações representativas de imprensa, rádio, televisão e órgãos de comunicação social regionais, e ainda um membro designado pela RTP.

De acordo com a proposta da IL, os nomeados para este órgãos "exercem as funções a título pessoal e independente, não representando nem recebendo instruções das entidades que os elegem ou designam" e não podem pertencer ao Conselho Estratégico e de Acompanhamento membros de outros órgãos sociais da Lusa, membros do Governo ou de órgãos de soberania, ou administradores de empresas públicas.

Este órgão, além de escolher a administração, passa a supervisionar o cumprimento do projeto estratégico e pode propor a exoneração dos administradores, estando previstas avaliações semestrais e anuais com divulgação pública.

A iniciativa dos liberais mantém, no âmbito do escrutínio parlamentar, a possibilidade de o diretor de informação da Lusa poder ser chamado a prestar esclarecimentos à Assembleia da República "sempre que tal lhes for solicitado".

O partido rejeita ainda transpor para a Lusa o modelo de governação da RTP - uma proposta do PS - considerando que esse caminho tem "insuficiências conhecidas, tais como a proliferação de órgãos, o peso dos processos, a diluição de responsabilidades que tem contribuído para os resultados operacionais e financeiros" negativos.

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