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Incêndio em Penela extinto de madrugada (COM VÍDEO)

O incêndio que deflagrou em Penela pelas 18h00 de terça-feira foi dado como extinto já na madrugada de ontem. Para trás ficaram 16 hectares de área ardida, junto às localidades de Alfafar e Lagoa de Podentes. Segundo José Reis, responsável da Protecção Civil de Penela, nenhuma aldeia ou casa esteve em risco.

19 de julho de 2012 às 13:01

Na Serra do Espinhal – local onde deflagrou um foco distinto meia hora após a primeira ocorrência - as autoridades encontraram vestígios que apontam para mão criminosa na origem do fogo. “A Polícia Judiciária (PJ) foi chamada ao local. Não temos dúvidas que houve mão criminosa no foco que deflagrou na Serra do Espinhal. Foram encontrados papéis embebidos em gasóleo”, referiu José Reis.

Na manhã de ontem as autoridades procediam ao rescaldo. “ Estão máquinas no terreno a abrir acessos para as zonas mais remotas. Estamos a proceder ao rescaldo. Há zonas muito remotas, com mato muito denso e alto, que torna difícil o nosso trabalho”, explicou o responsável.

As populações de São Caetano e Sardão (aldeias do concelho de Cantanhede), e Lentisqueira, (concelho de Mira), viveram momentos de pânico na noite de terça-feira e madrugada de ontem, com as chamas a chegarem perto de várias casas. “Foi um cenário horrível, um susto enorme.  As chamas a aproximarem-se das casas e as pessoas em pânico”, lembrou ontem Dina Rodrigues, enquanto observava a destruição provocada pelo incêndio.

Os bombeiros e populares conseguiram controlar as chamas e nenhuma casa foi atingida. “O importante é que ninguém se aleijou e as casas foram salvas”, sublinha a habitante de São Caetano.

Ilídio Pinto ainda ajudava os bombeiros no rescaldo, durante a tarde de ontem, atento a um possível reacendimento junto à aldeia de São Caetano. “Isto estava tudo a arder. Houve mão criminosa. Se não chegam os bombeiros as casas ardiam”, disse.

“As pessoas não limpam estas matas. Basta aparecer uma chama, que acaba por colocar em perigo as populações. Há aí eucaliptos com mais de 30 metros de altura. Foi uma aflição ver as pessoas todas aos gritos com as chamas perto das casas. Os meus prejuízos, como os eucaliptais são pequenos e a madeira vale pouco, foram pequenos. Mas há pessoas com milhares de euros perdidos”, diz Alcides Anjo, habitante de São Caetano.

“Os bombeiros não tinham mãos a medir. Vieram com vários camiões, isto foi uma catástrofe”, indicou Ilídio Marques Diogo, já na localidade de Sardão.

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