Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

Incêndios mais preocupantes em Arganil, Lousã e Sertã

Os 12 principais incêndios mobilizavam 2.259 operacionais às 01h30.
17 de Outubro de 2017 às 01:59
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Incêndio na Lousã
Portugal continental registava 12 principais incêndios à 01:30 de hoje, sendo os fogos em Arganil e na Lousã, no distrito de Coimbra, e o da Sertã, no distrito de Castelo Branco, aqueles que mais preocupam a Proteção Civil.

"Todos os incêndios inspiram cuidados, nomeadamente o de Arganil, que tem algumas localidades a serem ameaçadas pelo incêndio, e o incêndio na Lousã porque é aquele que tem um número mais elevado de operacionais: 791 neste momento", explicou à agência Lusa o comandante Paulo Santos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O incêndio que lavra na Sertã desde domingo e que está também a ameaçar as localidades de Casal Novo e Gaspacha, está a ser combatido por 225 operacionais apoiados por 69 meios.

O fogo de Arganil, que deflagrou no domingo, está a ser combatido por 203 operacionais apoiados por 66 meios, indicava à 01:15 a página da internet da Proteção Civil.

"Há a perspetiva de nas próximas horas o cenário ficar mais aliviado, mas isso está a tardar, pois a chuva faz-se sentir sobretudo nos distritos de Lisboa, Leiria e Santarém. Ainda não chegou aos outros distritos afetados [pelos fogos]", afirmou o responsável da ANPC.

Segundo a página da internet da Proteção Civil, os 12 principais incêndios e os que mobilizam mais operacionais e mais meios em Portugal continental registam-se nos distritos da Guarda (5 incêndios), Coimbra (3 incêndios), Viseu (2 incêndios), Castelo Branco e Aveiro (1 incêndio cada).

Estes 12 incêndios mobilizavam 2.259 operacionais à 01:30.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 36 mortos, sete desaparecidos e 62 feridos, dos quais 15 graves, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)