Uma "investigação séria" à Fundação da Santa da Ladeira do Pinheiro, em Torres Novas, foi ontem reclamada pelas três freiras expulsas da instituição, na sequência de denúncias de maus tratos e abuso sexual às crianças do lar.
As irmãs Olga, Fátima e Susana apelam aos "órgãos de polícia criminal" e às "entidades judiciárias" que façam uma "investigação cuidada e completa" à "verdadeira natureza da fundação, a origem e destino do património e fluxos financeiros, se o culto que dizem professar e a auto- -intitulada representação religiosa é verdadeira".
Segundo afirmam, a Fundação, que goza de isenções fiscais, possui uma "vasta riqueza" e é proprietária de um "vasto património imobiliário", em que se realça o santuário, cuja construção custou cinco milhões de euros.
As três freiras trabalhavam no lar de crianças e foram expulsas pela Fundação após terem denunciado situações de "maus tratos" e "insinuações e aproximações de natureza sexual junto de alguns menores", alegadamente perpetradas por utentes da instituição.
Afirmando-se "vítimas de uma campanha de difamação e ofensa à integridade moral", pediram ajuda a uma sociedade de advogados de Lisboa para "desmascarar a verdadeira situação que se encontra por detrás da fundação".
"Vamos criar uma onda que proteja as investigações e incentive as pessoas as colaborar", pois as suspeitas de irregularidades são "muito fortes", disse ao CM o advogado António Colaço, que representa as três freiras.
Além disso, o causídico pretende que sejam apuradas "novas provas" sobre os alegados abusos sexuais e evitar que o inquérito seja arquivado pelo Ministério Público.
Caberá também a António Colaço preparar as queixas por difamação e ofensas à integridade física e consideração que as três freiras pretendem apresentar às instâncias judiciais contra o reitor do santuário, "que se intitula de padre", e contra o presidente da Fundação, viúvo da 'Santa da Ladeira', com o "único objectivo" de "repor a verdade".
A Fundação Maria da Conceição e Humberto Horta faz parte da crença da 'Santa da Ladeira do Pinheiro' e gere o património obtido a partir deste culto religioso que mistura simbologia ortodoxa e católica alicerçada na figura de 'Mãe Maria', falecida em Agosto. É uma instituição particular de solidariedade social e tem alvará para um lar de idosos, mas não estava autorizada a acolher crianças, o que levou o ministro Bagão Félix a mandar encerrar o lar dos menores.
A decisão surgiu após uma fiscalização da Segurança Social, iniciada na sequência de uma denúncia anónima a relatar situações de pedofilia e a acusar de ditadores, vigaristas e arrogantes os responsáveis da fundação.
PROCESSO COM CONTORNOS ÚNICOS
REMOÇÃO
As três freiras foram “removidas do cargo” que desempenhavam no lar das crianças em 20 de Março, tendo ainda recebido ordens da Fundação para “deixar de imediato os aposentos” que ocupavam.
ORDEM
O conselho de administração da Fundação deliberou que “jamais nenhuma criança que esteve ao vosso (das três freiras) cuidado obedeça a uma ordem ou pedido vosso”. O lar acolhia 23 menores.
DECISÃO
A Fundação justificou a sua decisão alegando ter sabido pelas técnicas da Segurança Social que as crianças ao encargo das três freiras foram “molestadas, maltratadas e agredidas” pelas denunciantes.
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