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Jogadores do Sporting “imploraram pela vida” durante ataque à Academia

“Um dos agressores tirou o cinto das calças e começou a bater”, disse Lumor em tribunal.

23 de janeiro de 2020 às 08:34

Os jogadores do Sporting "imploraram pela vida" durante o ataque à Academia de Alcochete, a 15 de maio de 2018. A revelação foi feita por Lumor, que deu como o exemplo o antigo capitão, William Carvalho.

O lateral-esquerdo ganês, que está emprestado pelo Sporting ao Maiorca, em Espanha, foi esta quarta-feira ouvido por Skype na 21ª sessão de julgamento, no Tribunal de Monsanto.

"Eles começaram logo a bater nos jogadores mal entraram. A mim não me bateram. Foi tudo muito rápido. Havia muito fumo", relatou. O defesa disse ainda que presenciou o momento no qual um dos agressores puxou de um cinto. "Estava atrás do Misic. Um dos agressores tirou o cinto das calças e começou a bater. Bateram-lhe em várias partes do corpo. Gritavam muito". Lumor ficou com medo depois do ataque, assumindo que não conseguiu sair à rua nem dormir bem.

Salin, ex-guarda-redes leonino, também testemunhou. Disse que William Carvalho e Rui Patrício foram os mais perseguidos pela Juve Leo. O julgamento continua amanhã, com a inquirição de Rúben Ribeiro e Gelson Martins.

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