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JPP exige a Montenegro solução para a mobilidade aérea entre ilhas e continente

Parlamentar do JPP criticou o facto de os habitantes das regiões autónomas serem obrigados "a adiantarem centenas de milhares de euros para poderem viajar dentro do seu próprio país".

17 de junho de 2026 às 17:09

O deputado único do JPP exigiu esta quarta-feira ao primeiro-ministro um prazo e uma solução concreta para resolver os problemas de mobilidade aérea entre as regiões autónomas e o continente, mas Luís Montenegro não indicou novas informações.

No debate quinzenal, na Assembleia da República, Filipe Sousa considerou uma "irresponsabilidade o Estado português continuar, ano após ano, sem resolver um problema que afeta milhares de portugueses", depois de se referir ao facto de o ministro da Presidência ter classificado como uma "enorme irresponsabilidade" as alterações ao subsídio social de mobilidade aprovadas na Assembleia da República.

O parlamentar do JPP criticou o facto de os habitantes das regiões autónomas serem obrigados "a adiantarem centenas de milhares de euros para poderem viajar dentro do seu próprio país" e disse que o atual modelo de mobilidade é "burocrático, injusto e penalizador" para quem vive numa região ultraperiférica.

O deputado acusou ainda o primeiro-ministro de ser irresponsável ao desvalorizar uma decisão "legítima e democrática" da Assembleia da República, defendendo que as alterações aprovadas procuraram corrigir injustiças que o Estado "tem sido incapaz de resolver ao longo de décadas".

"Deixo aqui um apelo de cerca de meio milhão de portugueses que residem nas ilhas (...) De forma objetiva e sem rodeios peço uma resposta direta. Qual é a data, o prazo e a solução concreta que o Governo apresenta para resolver de uma vez por todas o problema da mobilidade aérea entre a Madeira, Porto Santo e os Açores e o território continental?", inquiriu.

Na réplica, o primeiro-ministro afirmou que conhece "todo o histórico à volta" do subsídio social de mobilidade e recordou que o mecanismo foi criado por um Governo PSD/CDS-PP.

Montenegro reconheceu ainda que o sistema se tornou burocrático e criou injustiça, nomeadamente com a obrigação dos residentes das regiões autónomas de adiantar valores significativas para viajar.

O líder do Governo, que não respondeu diretamente sobre os prazos, disse ainda que as alterações levadas a cabo pelo executivo permitiram aumentar a comparticipação, melhorar o funcionamento do subsídio e detetar mais situações de fraude e aproveitamentos indevidos.

Sobre as críticas do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o primeiro-ministro disse que o alerta do Governo se prende com o fim do teto para candidatura ao subsídio de mobilidade, uma alteração que diz poder provocar um aumento significativo das tarifas e deixar as viagens com "preços incomportáveis" para os insulares e quem pretende visitar as regiões autónomas.

"O efeito económico disto é muito mau", rematou Luís Montenegro.

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