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Judiciária procura cúmplice da viúva

A Polícia Judiciária ainda investiga a possibilidade de Maria das Dores – presa preventivamente sob suspeita de ter encomendado a morte do marido – contar com mais um cúmplice além do brasileiro a quem ela pagou a execução do homicídio.

11 de fevereiro de 2007 às 00:00

Maria das Dores e o brasileiro João Paulo, que também está preso, negam qualquer envolvimento no crime. Mas os especialistas do Laboratório de Polícia Científica recolheram junto do corpo da vítima ‘material biológico’ que os exames genéticos ligam ao suspeito. A análise da facturação detalhada do telemóvel de Maria demonstra que ela, nos segundos que antecederam o crime, enquanto subia a escadas do prédio ligou para o assassino contratado – para lhe dar instruções sobre a chegada do elevador que levava o marido. João Paulo esperava a vítima no interior do apartamento, no terceiro andar.

Os investigadores ainda não descartaram a hipótese de o empresário ter sido atacado por dois homicidas.

A autópsia ao cadáver determinou que Paulo Cruz foi atingido, primeiro, por um spray de gás que causa “irritação” mas não adormece. A seguir, levou duas pancadas na cabeça desferidas por ‘objecto contundente’ – que o mataram. O corpo foi abandonado com um saco enfiado na cabeça e atado com fios eléctricos. Os investigadores da 1.ª Brigada da Secção de Homicídios da PJ têm dúvidas sobre se um único homem seria capaz de matar desta maneira em tão pouco tempo e sem deixar no local do crime vestígios de luta. A vítima tinha para cima de 1,90 m.

A Polícia Judiciária procura ainda saber se João Paulo foi o primeiro a quem Maria das Dores encomendou o homicídio – ou se ela tentou, sem êxito, contratar os serviços de outros executantes.

FILHO VISITA MÃE

David Mota, filho mais velho de Maria das Dores, foi ontem visitar a mãe à cadeia de Tires onde se encontra em prisão preventiva. O jovem chegou de manhã a Lisboa, vindo de Nova Iorque, onde reside e trabalha como produtor de moda na revista ‘Vogue’.

Visivelmente abalado com os acontecimentos, David Mota, contactado pelo CM, reagiu revoltado: “Estão a ser ditas mentiras e, em causa, está a honra da minha mãe”, afirmou para concluir: “Há uma criança que está a sofrer e muita injustiça”, esclareceu o jovem referindo-se ao irmão mais novo.

O único filho comum do casal, D., de sete anos, vive desde a prisão da mãe como o avô paterno – o médico reformado José Pereira da Cruz.

CASA À VENDA

O luxuoso apartamento onde o casal vivia com o filho pequeno, no condomínio Jardins do Lumiar, em Lisboa, já estava à venda antes do crime, ocorrido em 20 de Janeiro. Uma imobiliária de Telheiras tem o imóvel em carteira.

MAIGO DESABAFA

Depois das últimas informações sobre o crime, Duarte Menezes, o famoso cabeleireiro íntimo de Maria, disse aos amigos, que ela “o enganou”. Na sexta-feira, o cabeleireiro afirmou a amigos, que ia visitar Maria à prisão para lhe levar uma Bíblia e um padre. Só que, ontem, após ler os últimos desenvolvimentos sobre o crime já afirmava que não punha os pés na cadeia por se sentir enganado por Maria das Dores.

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