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Juiz liberta atirador preso pela Judiciária e critica provas recolhidas

Homem detido por suspeita de ter atacado o irmão a tiro libertado por falta de provas.

07 de novembro de 2026 às 01:30

Os factos ocorreram em julho deste ano quando um homem ao volante de um BMW em plena luz do dia em Setúbal foi atacado a tiro. A vítima, segundo contou às autoridades, só escapou porque estava em andamento e os disparos acertaram na porta do carro. Na semana passada, a Polícia Judiciária deteve o irmão da vítima, mas um juiz de instrução do tribunal de Setúbal decidiu pela libertação por falta de provas. Os dois irmãos estão desavindos desde 2024, havendo desde essa altura várias situações de ameaças de morte entre ambos.

O magistrado justifica: “O ofendido é conhecido na comunidade por ser uma pessoa quezilenta. O arguido aparenta ter genuíno receio do ofendido, sendo legítimo duvidar que enfrentasse o irmão com arma de fogo, no pressuposto, que no caso de falhar o ofendido promovesse uma vingança que comprometesse a vida e a integridade física do arguido”, diz o juiz, que acrescenta: “Não foram ouvidas quaisquer testemunhas, nem existem vestígios biológicos que liguem o arguido aos factos. Acresce que efetuada a detenção do arguido e busca domiciliária, alguns meses depois, nenhum objeto foi encontrado que possa ligar o arguido aos factos”.

Pedro Pestana, advogado do arguido libertado, concorda com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, a menos gravosa. “Por mais que esteja a ser investigado um crime grave, a verdade é que não existem fortes indícios de que tenha sido o meu cliente a disparar contra o próprio irmão. Portanto, não se justificava a aplicação de uma medida mais restritiva”, admite o advogado.

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