Juíza do caso BES/GES ordenou que a caução de 1,5 milhões de euros que Ricardo Salgado pagou no inquérito ‘Monte Branco’, em 2014, seja transferida para o processo BES/GES.
Os 1,5 milhões de euros de caução pagos por Ricardo Salgado no inquérito ‘Monte Branco’ vão ser transferidos para o processo BES/GES, no qual ficarão apreendidos. A transferência desta verba para o processo BES/GES foi ordenada pela juíza deste processo, Helena Susano, após ter sido informada pelo Tribunal de Instrução Criminal (TCI) de que fora levantada a caução aplicada ao antigo banqueiro no inquérito ‘Monte Branco’. Ou seja, em vez de ser devolvido a Salgado, o dinheiro fica apreendido no processo BES/GES.
Foi em meados de março último que o TIC informou os autos do processo BES/GES que o juiz do inquérito ‘Monte Branco’ levantou a caução que Salgado pagou, no âmbito deste inquérito, em 25 de julho de 2014. A este propósito, em requerimento enviado aos autos do processo BES/GES, o MP considera que os autos deste processo têm de comunicar ao inquérito ‘Monte Branco’ que “devem as quantias que ali se encontram depositadas a título de caução prestada pelo arguido Ricardo Salgado ser reafetadas aos presentes autos [caso BES/GES], à ordem dos quais devem ficar apreendidas”. O MP justifica esta posição com o argumento de que o valor dos bens apreendidos e arrestados à ordem do processo BES/GES “sempre será insuficiente para reparar a lesão causada” pela conduta dos arguidos, nos termos da acusação, que ascenderá a 11,8 mil milhões de euros.
O processo BES/GES está em fase de julgamento, desde outubro de 2024.
Caução foi reduzida para metade
Uma semana antes da queda do BES, em agosto de 2014, Salgado foi detido no âmbito do inquérito ‘Monte Branco’. Como medida de coação, foi-lhe aplicada uma caução de três milhões de euros, que pagou para escapar à prisão.
Um ano depois, em 24 de julho de 2015, Salgado foi de detido no âmbito do processo BES/GES. Ficou em prisão domiciliária. Em outubro desse ano, foi informado de que poderia ficar em liberdade se pagasse uma caução de três milhões de euros. A defesa tentou anular a caução de três milhões de euros paga no inquérito ‘Monte Branco’, alegando que o banqueiro não tinha dinheiro. O tribunal não aceitou, mas reduziu-a para 1,5 milhões.
E também
'Monte branco’ aberto em 2011
O inquérito ‘Monte Branco’ foi aberto em 2011, sendo coordenado pelo procurador Rosário Teixeira. Neste processo, são investigadas suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. O caso ‘Marquês’, no qual José Sócrates é o principal arguido, nasceu de uma certidão extraída do caso ‘Monte Branco’, em 2013.
18 arguidos e 300 crimes
O julgamento do processo BES/GES envolve 18 arguidos, 733 testemunhas, 135 assistentes e mais de 300 crimes. Ricardo Salgado é o principal arguido.
Objetivo do arresto
No processo BES/GES foi determinado o arresto inicial de bens para garantir bens que possam fazer face a perdas de 1,8 mil milhões de euros. Entre os bens arrestados estão imóveis, viaturas e a pensão de reforma de Ricardo Salgado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.