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Correio da Manhã

Portugal
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Pereira Cristóvão julgado por todos os crimes

Vai responder por roubos, sequestros e associação criminosa.
Sérgio A. Vitorino 17 de Novembro de 2015 às 12:44
Pereira Cristóvão arrisca uma pesada pena  de prisão
Pereira Cristóvão arrisca uma pesada pena de prisão FOTO: Miguel Barreira
Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting e ex-inspetor da PJ, vai ser julgado por todos os 11 crimes de que foi acusado no âmbito de um grupo, que incluía o chefe da claque Juventude Leonina e três PSP, que atacava casas para roubar fortunas. A decisão foi esta segunda-feira anunciada pelo juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal.

Tal como o CM já havia noticiado, Pereira Cristóvão está acusado de associação criminosa, dois crimes de roubo, quatro de sequestro, dois de usurpação de funções e dois crimes de detenção de arma proibida. O antigo dirigente do Sporting é descrito como o mentor dos dois primeiros ataques do grupo.

Pereira Cristóvão recolhia as informações e passava-as aos operacionais. Ficava no exterior a vigiar os assaltos, na companhia de ‘Mustafá’, chefe da claque do Sporting Juve Leo, enquanto outros (entre eles os PSP) atacavam as habitações. Os acusados (18 no total) faziam crer as vítimas que se tratavam de legítimas operações policiais.

Para tal os agentes falsificavam mandados de busca e utilizavam material identificativo da PSP. Cristóvão e ‘Mustafá’ saíram após um assalto falhado, mas o grupo continuou.

"Através de violência e ameaças, designadamente com recurso a armas de fogo, procuraram os arguidos intimidar e dominar as vítimas para mais facilmente se apropriarem dos seus bens e valores (...) visando obter um enriquecimento que sabiam ser ilegítimo", refere Carlos Alexandre na decisão instrutória.

"O ‘modus operandi’ e violência demonstrada pelo grupo, na execução dos factos descritos na acusação, criou um sentimento geral de insegurança entre a população residente nas zonas em que atuaram", salienta o juiz.


Os crimes foram investigados pela Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ que, ao avançar com as detenções em julho de 2014, impediu os suspeitos de realizarem um assalto já programado e com falso mandado.
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