page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Justifica 28 facadas com abuso sexual

Joaquim Guedes assume homicídio mas alega que professor tentou abuso homossexual.

05 de junho de 2018 às 01:30

O homem que está a ser julgado pelo homicídio qualificado de um professor, em Lagoa, justificou ontem o crime com uma tentativa de abuso sexual por parte do docente que era homossexual.

Joaquim Guedes, de 31 anos, começou a ser julgado no Tribunal de Portimão pela morte do professor João Marcelino, de 56 anos, que foi atingido com 28 facadas. O arguido está ainda acusado de um crime de furto qualificado e de um de falsificação de documento. Na primeira sessão de julgamento, Joaquim Guedes assumiu o crime mas justificou a reação agressiva com uma tentativa de abuso sexual por parte do professor.

No entanto, o Ministério Público (MP) aponta como móbil o roubo do carro de João Marcelino, um Audi A3, que o arguido passou para seu nome após o homicídio, falsificando a assinatura do professor. O crime foi cometido, segundo o MP, pelas 21h00 do dia 28 de fevereiro de 2017, no Sítio do Lobito, Lagoa, a cerca de 250 metros da casa do arguido.

Este, armado com uma navalha, encontrou-se com o professor e esfaqueou-o várias vezes na zona do pescoço. O homicida tapou depois o corpo com uma manta e arrastou-o cerca de 50 metros até um terreno. Depois cobriu-o com terra. O cadáver só foi encontrado mais de uma semana depois.

Um amigo do arguido revelou ontem em tribunal que este andava "preocupado" e sentia-se "ameaçado e perseguido". Quando começou a conduzir o Audi disse que o "tinha comprado a um brasileiro".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8