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LADRÕES ROUBAM EM SIMULTÂNEO

Dois estabelecimentos da firma de joalharia Torres, SA, um em Lisboa e outro em Cascais, foram ontem assaltados em simultâneo, ao fim da tarde, por dois trios de ladrões que utilizaram os mesmos métodos de actuação. As peças roubadas foram estimadas em muitos milhares de euros pelo administrador Paulo Torres.

16 de janeiro de 2004 às 00:00

Eram18h14 quando três indivíduos, altos, fortes, de pele muito branca e com chapéus panamás enterrados na cabeça entraram calmamente na joalharia Torres, na esquina da Rua do Ouro com a Rua de Santa Justa, no ‘coração’ da baixa lisboeta. O da frente, empunhando uma pistola, ordenou – em inglês – aos cinco funcionários presentes que se deitassem no chão, chegando mesmo a empurrar um deles com uma mala.

Enquanto isso, os outros dois, igualmente armados de pistola, dirigiram-se para as montras, partiram os vidros junto aos fechos e retiraram as peças mais valiosas – relógios e colares – introduzindo-as nas malas, sempre com a cobertura do primeiro elemento que, entretanto, recuara para perto da porta, mas de onde controlou toda a operação.

E volvido pouco mais de um minuto já os três assaltantes abandonavam o local a pé.

“Eles sabem perfeitamente o que querem e onde o encontrar. Não têm problemas de actuar com o rosto descoberto porque, se calhar, amanhã (hoje) já nem estão em Portugal. Tenho quase a certeza de que se trata de um ‘gang’ estrangeiro”, afirmou ao CM Paulo Torres, administrador da empresa, que não se esqueceu de referir um “pormenor” que, em seu entender, é capaz de ter alguma relação com o assalto.

“E o alarme de bomba no Ministério das Finanças, que não fica longe daqui, até é capaz de ter sido feito para desviar a atenção da Polícia. Aliás, ficou mais uma vez provada a insegurança que reina na baixa de Lisboa”, sublinhou Paulo Torres.

Um pouco mais tarde, às 18h18 e também com a duração de pouco mais de um minuto, ocorreu o assalto ao estabelecimento da Rua Direita, em Cascais.

As únicas diferenças em relação ao assalto do estabelecimento em Lisboa é que os assaltantes fecharam os três funcionários e dois clientes na casa de banho e arrombaram as montras à martelada.

CASA SOFREU ROUBO 'IGUAL' EM DEZEMBRO

Uma outra loja da Torres Joalheiros, situada na Avenida de Roma, em Lisboa, foi assaltada há um mês. E as coincidências não se ficam por aqui: os assaltantes eram igualmente três e o roubo foi efectuado ao final da tarde, como o CM noticiou na altura.

Este assalto ocorreu dia 13 de Dezembro e foi protagonizado por três indivíduos ao que tudo indica estrangeiros. Os ladrões levaram peças no valor estimado de 500 mil euros (cerca de 100 mil contos).

Segundo uma funcionária da joalharia, um dos assaltantes, com um ramo de cravos à frente da cara, tocou à porta, entrou e apontou-lhe uma pistola.

Acto contínuo, o desconhecido colocou um pau para impedir que a porta se fechasse e permitir a entrada dos dois comparsas, com gorros e óculos escuros, além de luvas a cobrir-lhes as mãos. Estes, com martelos, partiram rapidamente duas montras e retiraram as peças mais valiosas.

O trio fugiu depois a pé, para parte incerta. A cassete do sistema de vigilância foi entregue à Polícia.

Pelas 17h50, meia hora antes do assalto à joalharia na Rua do Ouro, a PSP foi alertada para a existência de uma bomba no Ministério das Finanças, na Praça do Comércio, que veio a confirmar tratar-se de um alarme falso.

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