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Correio da Manhã

Portugal
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Lança fogo a café para incriminar casal

Suspeito estava revoltado com queixa às autoridades.
Ana Isabel Fonseca 12 de Agosto de 2019 às 08:48
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão
Incêndio foi ateado após suspeito ter lançado combustível para o chão

Os juízes do Tribunal da Relação de Guimarães recusaram passar para prisão domiciliária um homem de 30 anos suspeito de ter ateado fogo ao café que explorava, em Chaves.

O acórdão - que mantém o arguido em prisão preventiva - revela que o suspeito incendiou o estabelecimento comercial para se vingar e tentar incriminar uma vizinha e o seu companheiro. Em causa estava o facto de o casal ter apresentado, algum tempo antes, uma queixa contra si por danos e agressão.

Segundo o mesmo documento, o arguido pagava uma renda mensal de 300 euros para explorar o café. A 14 de janeiro deste ano, terá usado pelo menos cinco litros de gasolina para regar o chão do estabelecimento, a porta de entrada e as grelhas de escoamento. De seguida, pegou num isqueiro e ateou o fogo, que causou vários danos.

A Polícia Judiciária de Vila Real percebeu desde o primeiro momento que o incêndio tinha mão criminosa. Em pouco tempo, chegou ao suspeito. O homem confessou depois que foi ele que ateou o fogo. Para além disso, tinha a barba, o cabelo, as pestanas e as sobrancelhas chamuscadas - ficou assim após ter provocado a ignição.

O arguido pediu recentemente para ficar a aguardar julgamento em casa, o que foi recusado pela Justiça. Os magistrados consideraram que o suspeito poderia ter, por exemplo, acesso à internet e tentar condicionar os depoimentos das testemunhas que vão ser ouvidas em tribunal.

PORMENORES
Caçado pela Judiciária
O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária de Vila Real a 21 de fevereiro, cinco semanas após o crime. Logo na altura foi apontado um "motivo fútil" para a origem do incêndio, que só não ganhou maior dimensão devido à intervenção dos bombeiros.

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