Idosos foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.
Chuva intensa e água do Rio Sado inundam estradas em Alcácer do Sal. Lar de idosos evacuado
O Município de Alcácer do Sal evacuou preventivamente um lar de idosos na baixa da cidade, ao final da tarde desta quarta-feira, após o Rio Sado ter galgado as margens e inundado a zona, revelou fonte camarária
"Estamos aqui em Alcácer do Sal, neste momento [por volta das 19h10] com a avenida completamente tapada, o Mercado Municipal também já com alguns centímetros de água [e] tivemos de fazer a evacuação do lar da AURPICAS, através dos bombeiros", disse à agência Lusa o vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Grilo.
Segundo o mesmo vereador da câmara, o lar de idosos foi evacuado, ao final da tarde desta quarta-feira, por uma questão de precaução, tendo sido retirados os 20 idosos utentes da instituição, que foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.
Segundo o autarca, o Rio Sado apresenta, nesta altura, "um volume de massa de água brutal", em virtude das descargas das barragens de Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, e de Vale do Gaio e Pego do Altar, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.
Além disso, "a maré [do rio está] a subir neste momento, até à meia-noite [pelo que] vamos ter aqui um volume de água superior", alertou.
"Com as barragens a descarregar, com a previsão de chuva a partir das 21h00, estamos a preparar-nos para um cenário muito desfavorável nas próximas horas", vaticinou o vereador.
António Grilo realçou à Lusa que a zona baixa da cidade de Alcácer do Sal está "totalmente intransitável" e "com um volume de água bastante considerável", o que levou ao seu encerramento, por volta das 17h00.
Questionado sobre a existência de riscos em habitações e na zona de comércio situados na baixa, o autarca disse que irá "depender do volume de água que possa cair", sendo que "a meia-noite será o pico" da maré.
Ainda assim, está a ser mobilizado "o máximo de recursos humanos do município" e a serem efetuados "contactos personalizados com os comerciantes da zona baixa da cidade, no sentido de eles próprios começarem a ter algumas ações preventivas nas próximas horas", avançou.
Essa prevenção, exemplificou, passa por "elevar alguns dos equipamentos que têm dentro dos seus espaços comerciais, criar algumas barreiras à entrada, junto de portas e janelas" para evitar a "entrada da água", apesar de, neste momento, não ser "certo que venha a ser necessário".
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
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