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Levam 25 mil em ouro

Fugiram numa viatura própria, não usaram luvas – deixando várias impressões digitais no local –, iam-se esquecendo de uma das armas no local do crime e não levaram sequer um saco para carregar o produto do roubo. Apesar do evidente amadorismo, cinco ladrões, todos eles aparentando ser muito jovens, conseguiram levar mais de 25 mil euros em ouro da ourivesaria Vicente e Medeiros, em Caxias, Oeiras.

30 de maio de 2010 às 00:30

Munidos de duas pistolas douradas, com capuzes e lenços na cara e extremamente nervosos, os ladrões estacionaram, cerca das 10h30 da manhã de anteontem, as viaturas a cerca de 50 metros do alvo. Assim que começaram a correr, encapuzados, pelo passeio, os poucos transeuntes no local esconderam-se.

Um cliente, de 50 a nos, que no interior da ourivesaria arranjava um anel, deu o alerta. "Vamos ser assaltados", disse, assim que viu os ladrões correrem frente à montra, escondendo-se, de seguida, na casa de banho. Teresa, de 34 anos, e o marido, Vicente, de 33, proprietários da ourivesaria, viram de imediato o cano das pistolas apontados à cabeça. Um dos ladrões foi buscar o cliente à casa de banho.

"Fiquem calados". Estas foram das poucas palavras proferidas pelos ladrões. "Via-se que eles eram inexperientes. Eles não tinham luvas e estavam a agarrar as mangas das camisolas para não deixar impressões, mas não conseguiam pegar nas coisas, pelo que deixaram cair várias peças", disse Teresa Medeiros, que se limitou, com o marido, durante três minutos, a ver os ladrões esvaziarem dois mostruários com ouro. "Um deixou mesmo cair a pistola e quase que se ia embora sem ela. Só depois voltou a atrás e fugiram todos em direcção aos carros".

Entretanto, já alguns comerciantes tinham dado o alerta para a polícia – a esquadra fica a dois minutos de carro do local –, mas quando chegaram à ourivesaria os ladrões já tinham fugido. 

PORMENORES

SEM SEGURO

Os cerca de 25 mil euros de prejuízo não vão ser cobertos, uma vez que os proprietários não tinham a mercadoria no seguro. "As seguradoras pedem valores exorbitantes", disse Vicente Medeiros. Ladrões levaram também alguma prata.

CARRO PRÓPRIO

Uma das duas viaturas usadas pelos ladrões na fuga não era roubada. O Renault branco usado está registado em nome de um homem morador na zona da Amadora e foi adquirida nas Caldas da Rainha. O outro carro usado era azul, mas não foi possível apurar a marca.

PERSEGUIÇÃO

Assim que os ladrões saíram a correr da ourivesaria, Vicente Medeiros, o proprietário, tentou persegui-los de carro. "Eles ainda tiveram de correr um bom bocado, pois os carros estavam longe, junto à escola. Mas depois perdi--os", disse.

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