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Lisboa: Graffiti cobrem palácios abandonados

Visconde do Rio Seco dificilmente pensaria no século XIX ter graffiti em vez de azulejos na fachada de sua casa. Dois séculos depois, o azul dos painéis deu lugar a inscrições, que dão um sinal de abandono ao palácio da camara de Lisboa.

14 de agosto de 2010 às 15:24

Este é um dos muitos exemplos de edifícios em Lisboa que, apesar de constarem do Inventário do Património Municipal, estão marcados com graffiti, degradados ou abandonados há anos.

Muitos são propriedade municipal, como é o caso do Palácio Visconde do Rio Seco, na rua da Atalaia, que a autarquia já quis vender para que fosse transformado em hotel de charme, mas cujo destino ficará traçado com a futura instalação de uma esquadra da PSP.

Quando a Lusa visitou o local, alguns funcionários da Câmara de Lisboa retiravam do interior azulejos que ali haviam sido guardados.

O abandono chegou também à Quinta Nossa Senhora da Paz, no Lumiar, que a autarquia pretende ceder parcialmente (em direito de superfície) à  Área Metropolitana de Lisboa, que ficará com a obrigação de reabilitar os edifícios abrangidos pela área a ceder.

Os privados não tiveram melhor sorte. Um exemplo quase chocante é o antigo convento onde chegou a estar instalado  o Hospital de Arroios, na Praça do Chile.

Há seis anos ainda houve uma tentativa de o transformar em condomínio de habitação, demolindo quase integralmente o hospital, um projecto analisado na sequência da sindicância aos serviços do Urbanismo da autarquia e que, por violar o Plano Director Municipal (PDM), acabou por não avançar.

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