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Até 30 de novembro, o DECIR contará com uma estrutura operacional permanente que envolve a atuação coordenada de várias entidades.
A Madeira reforçou esta segunda-feira os meios de prevenção e combate aos fogos rurais, com a entrada em vigor do nível BRAVO do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026, indicou o Serviço Regional de Proteção Civil.
"Até 30 de novembro, o DECIR contará com uma estrutura operacional permanente e dedicada que envolve a atuação coordenada dos corpos de bombeiros da região, das Forças Armadas, forças e serviços de segurança, da autoridade florestal e das estruturas municipais de proteção civil", refere em comunicado.
A autoridade regional explica que, neste período, é também ativada, ao nível do Comando Regional de Operações de Socorro (CROS), uma Equipa de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF), que assegura o controlo permanente do dispositivo de prevenção operacional, com vigilância fixa e móvel.
A equipa fica ainda encarregada da coordenação efetiva entre bombeiros, exército, Guarda Nacional Republicana (GNR), Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) e Polícia de Segurança Pública (PSP).
"O dispositivo representa um investimento do Governo Regional de 1,6 milhões de euros e reforça o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) nas ilhas da Madeira e do Porto Santo", refere o Serviço de Proteção Civil.
No comunicado, a autoridade regional observa que o DECIR 2026 resulta do trabalho conjunto das entidades que integram o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), assegurando uma resposta integrada nas componentes de vigilância, primeira intervenção, combate e apoio às operações.
O dispositivo deste ano introduz "várias melhorias", com foco no reforço da capacidade de prevenção, combate e de coordenação das operações de resposta a incêndios rurais.
"Entre as principais novidades destacam-se a criação de uma Equipa de Análise e Uso do Fogo, composta por bombeiros com formação especializada, o reforço das Brigadas Helitransportadas, que passam de 46 para 60 bombeiros, e o aumento das equipas de vigilância do Exército durante o período crítico", lê-se na nota.
O dispositivo passa também a contar com uma maior integração dos Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANT), através da colaboração entre Forças Armadas, IFCN, bombeiros e serviços municipais de proteção civil.
O DECIR 2026 prevê ainda o reforço da resposta de emergência pré-hospitalar e apoio sanitário, com a integração de duas equipas da Cruz Vermelha Portuguesa durante o período de maior risco.
Por outro lado, é implementada a função de adjunto de segurança nas operações, reforçando a proteção dos operacionais no terreno, e está previsto um reforço de equipamentos da rede SIRESP para melhorar as comunicações de emergência.
O Serviço Regional de Proteção Civil sublinha que antes do arranque do DECIR 2026 foi desenvolvido um programa de aprontamento, que incluiu formação e treino para 1.279 operacionais, através de 76 ações pedagógicas e 1.745 horas de formação.
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