Uma semana passada sobre a data do desaparecimento de Joana, o mistério continua por resolver. A PJ, que acabou por tomar conta do caso na passada quinta-feira (a GNR não conseguiu deslindá-lo antes ), chamou ontem a depor a mãe da criança, tendo no dia anterior ouvido o padrasto e o pai. Pessoas das relações da família foram também já contactadas pelos investigadores, bem como alguns moradores na aldeia onde tudo aconteceu.
De acordo com as nossas fontes, Leonor Cipriano, a mãe da criança, não terá avançado ontem novas informações aos agentes da PJ. A progenitora está convencida de que a filha terá sido alvo de um rapto no percurso entre o café (onde fora comprar um pacote de leite e duas conservas de atum) e a sua casa, na aldeia da Figueira, concelho de Portimão.
O facto de nesse dia se realizar na terra uma festa muito concorrida - embora num local (o Polidesportivo da Figueira) ainda algo distante do sítio onde Joana foi vista pela última vez -, faz a progenitora acreditar que algum estranho possa ter levado a sua menina.
Entretanto, os investigadores mostram um particular interesse em reconstituir, passo a passo, o caminho feito pela Joana no dia do desaparecimento. Até agora, os testemunhos recolhidos indicam que a criança desapareceu junto à igreja local, ou seja, a poucos metros da rua que dá acesso à sua casa – uma artéria sem saída, pelo que, a ter acontecido um rapto, o mais lógico é que o mesmo tenha tido lugar no pequeno percurso entre a igreja e a referida rua.
Ao que apurou o CM, novos testemunhos de pessoas que dizem ter visto a menina na zona da igreja já foram recolhidos pelos agentes da PJ, havendo a indicação de que a criança levava as compras num saco de plástico. Os populares que contactaram pouco tempo antes com Joana garantem, por outro lado, que a criança “estava bem, não apresentando nenhum comportamento estranho”.
A ideia dos investigadores é agora procurar juntar todas as peças deste intricado puzzle, não deixando nenhum pormenor por esclarecer. Com base em experiências passadas, a PJ está convencida que às vezes as coisas aparentemente insignificantes acabam por ser a chave do mistério, pelo que poderão voltar a recolher o depoimento de pessoas já ouvidas anteriormente, nomeadamente familiares e pessoas próximas de Joana.
FÉ QUE JOANA ESTEJA BEM
O desaparecimento de Joana Isabel Cipriano Guerreiro, de apenas 8 anos, veio abalar profundamente os habitantes da pequena aldeia da Figueira, onde a maior parte das pessoas se conhece pelo nome (muito embora a família da criança estivesse há menos de um ano a residir na terra). Perante o adensar do mistério, muitas pessoas, sobretudo as mais idosas, recorrem à oração para pedir o regresso da menina, sã e salva.
O padre Domingos Costa, da paróquia da Mexilhoeira Grande (a que pertence a Figueira), admite mesmo referir-se ao desaparecimento da menina na missa de hoje. O pároco refere que estava no estrangeiro, mais propriamente na Alemanha, quando tudo aconteceu (chegou na passada terça-feira), compreendendo que “as pessoas estejam inquietas e preocupadas com o sucedido”, dado que nunca se passara nada de semelhante nesta freguesia do concelho de Portimão.
O padre Domingos Costa afirma “conhecer a miúda de vista”, frisando que a família da menina “não frequenta a igreja”. Tal como toda a população, o seu desejo é que a menina esteja bem.
O QUE DIZ A POPULAÇÃO
A população da pacata aldeia da Figueira está ainda em estado de choque com o desaparecimento da pequena Joana. Todas as conversas vão dar ao mesmo assunto e existe mesmo algum receio com o arrastar do mistério. O ‘CM’ decidiu questionar algumas pessoas sobre:
1) O que pensa que aconteceu com a criança?
2) Acha que Joana vai voltar para casa sã e salva?
3) Toma agora maior cuidado com os seus próprios filhos nas idas à rua?
"MANTER A ESPERANÇA"
“1) Não imagino o que possa ter acontecido. É uma incógnita.
2) Acho que devemos manter a esperança de que a Joana esteja bem e ter confiança na PJ.
3) Eu não tenho filhos pequenos, mas costumo ficar com uma criança de família e tomo maiores precauções.”
(Graciete Piedade, 51 anos)
"MAIOR CUIDADO"
“1) Sinceramente, não sei. Custa-me, no entanto, imaginar que a tenham raptado.
2) O meu desejo é que ela seja encontrada de boa saúde e rapidamente.
3) Sim, tomo maior cuidado com a saídas à rua do meu filho, de 8 anos de idade, devido ao que se passou.”
(José Maria Teles, 39 anos)
"NEM QUERO PENSAR O PIOR"
“1) Ninguém sabe o que aconteceu, mas tenho receio que possa ter sido raptada por alguém que lhe quisesse mal.
2) Tenho esperança que vá aparecer. Nem quero pensar no pior.
3) Sim, eu tenho muito mais cuidado com a minha filha de 12 anos de idade.”
(Sara Boto, 35 anos)
"MISTÉRIO POR ESCLARECER"
“1) Por enquanto, o desaparecimento é um mistério por esclarecer, pelo que não imagino o que se terá passado.
2) Não sei, embora se deva manter sempre a esperança.
3) Tenho mais cuidado com os meus filhos, mas naturalmente a vida continua.”
(Carlos Domingos, 36 anos)
CONTINUAM DESAPARECIDOS
RUI PEDRO
Rui Pedro Teixeira Mendonça tinha 11 anos quando desapareceu, no dia 4 de Março de 1998, em Lousada. A sua bicicleta foi encontrada tombada perto de casa e Afonso, amigo com então 21 anos, foi a última pessoa a vê-lo antes do desaparecimento.
RUI PEREIRA
Rui Manuel Correia Pereira desapareceu no dia 2 de Março de 1999. Tinha 13 anos. Chegou a casa depois das aulas mas voltou a saiu para ir brincar com um amigo, do Edifício das Lameiras, em Famalicão, onde morava, e nunca mais regressou.
TIAGO JOÃO
Tiago João Alcobia Francisco desapareceu a 23 de Julho de 1987, presumivelmente, na Serra da Arrábida. Hoje, passados 17 anos, não há qualquer indício do jovem que terá ido para a Arrábida praticar espeleologia. Levava uma bicicleta que não foi encontrada.
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