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Correio da Manhã

Portugal
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Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra

Iniciativa visa a "preservação da memória" e homenagear a paz.
Lusa 2 de Novembro de 2018 às 14:35
 Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra
 Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra
 Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra
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 Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra
 Maior desfile militar em 100 anos assinala centenário do Armistício da Grande Guerra
O centenário do Armistício da Grande Guerra vai ser assinalado no domingo com o maior desfile militar desde há 100 anos na Avenida da Liberdade, Lisboa, uma iniciativa que visa a "preservação da memória" e homenagear a paz.

O desfile é organizado pela Liga dos Combatentes e pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) e vai obrigar a medidas especiais de segurança e a restrições de trânsito na cidade a partir das 22h00 desta sexta-feira, no alto do Parque Eduardo VII.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do EMGFA, comandante Coelho Dias, admitiu que a cerimónia, com mais de 4.500 militares e polícias a desfilar na Avenida, é a maior "desde há cem anos", sublinhando que o propósito é "homenagear a paz" e "honrar a memória" dos cem mil portugueses que combateram na I Guerra Mundial (1914/1918) e os 7.500 que morreram no conflito.

"Honrar a memória", prestar "a devida homenagem e estimular o orgulho nacional" é também "um ato de cidadania", disse o porta-voz do EMGFA, chefiado pelo almirante António Silva Ribeiro.

A iniciativa, organizada pela Liga dos Combatentes e pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), é presidida pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, que discursará pelas 11:30.

Presente na conferência de imprensa, o intendente Alexandre Coimbra, da PSP, adiantou que no sábado haverá cortes de trânsito na baixa da cidade a partir das 14h00 e no domingo a partir das 08h00, apelando para que os cidadãos que queiram assistir ao desfile utilizem os transportes públicos, especialmente o metropolitano, com a ressalva de que a estação Avenida estará encerrada.

Quanto às medidas especiais de segurança, a Avenida da Liberdade estará delimitada em zonas para o público, com gradeamentos e carris anti-veículo.

A operação não prevê controlo de acessos mas envolverá "alguns milhares de polícias" de várias unidades face ao "risco significativo" que a PSP associa a iniciativas desta dimensão e com a presença de altas entidades.

A cerimónia militar integra 3.437 militares das Forças Armadas, 390 militares da GNR, 390 polícias da PSP, 160 antigos combatentes, 80 militares de forças estrangeiras [Alemanha, Estados Unidos da América, França e Reino Unido], e 180 alunos do Colégio Militar e dos Pupilos do Exército.

A cerimónia conta ainda com 111 viaturas e motos das forças de segurança, 86 cavalos e 78 viaturas das Forças Armadas. A completar o dispositivo da cerimónia, haverá uma componente naval, com uma fragata e um navio de patrulha oceânico fundeados no Tejo, e a formação de aeronaves F-16, para passagem aérea durante a homenagem aos mortos.

Portugal participou na Grande Guerra com cerca de cem mil homens ao lado dos aliados, enviando para a frente ocidental o Corpo Expedicionário Português, em 1917.

Os soldados portugueses estiveram também presentes na frente de Angola, em 1914-1915, em Moçambique, entre 1914 e 1918, e em França, em 1917 e 1918.
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